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Boletim de Geociências da Petrobras

Publicação:NOV /2012

Volume:20

Número:2

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Expediente, Apresentação e Sumário

A crescente e desa_ adora carteira de projetos em Exploração e Produção da Petrobras viabilizou, ao longo de sua história, inéditas e produtivas parcerias com diversas instituições nacionais de pesquisa. No campo das Geociências, a cooperação entre a Companhia e as universidades remonta aos anos 1950, quando, recém-criada, a Petrobras precisava urgentemente formar quadros técnicos para dar suporte à nascente indústria do petróleo no País. Surgia, ali, um dos melhores exemplos de parceria universidade-empresa já experimentado no Brasil, que resultaria na criação dos primeiros cursos de graduação nessa área. Uma parceria que se traduziu em signi_ cativos resultados voltados para a investigação da nossa Geologia e para os desa_ os que o Brasil e a Petrobras tinham pela frente naquele início, na luta incansável para reduzir a dependência do petróleo importado. Os artigos que compõem esta publicação dão uma medida da importância desse trabalho cooperativo. Esta parceria indústria-academia, que a Petrobras vislumbrou desde a sua criação, é, e continuará a ser, sempre, o melhor caminho para o nosso desenvolvimento no campo da ciência e da tecnologia.


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Redes Temáticas em Geociências

O conceito de “Rede Temática” originou-se em 2005 no âmbito do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), aparecendo como solução técnico-administrativa para viabilizar a implementação de vultosos investimentos nas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) nacionais de maneira otimizada, tendo por foco os desafios tecnológicos da Petrobras e visando promover a sustentabilidade do processo de parceria indústria-academia. À luz da legislação vigente (Resolução Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP033/2005, publicada no Diário Oficial da União - DOU em 25/11/2005), as empresas concessionárias em Exploração e Produção no país que estiverem sujeitas à tributação de Participação Especial devem investir anualmente determinados montantes nas universidades brasileiras. Como mecanismo de gestão de investimentos, num primeiro momento as Redes Temáticas Petrobras-Universidades buscaram uma superação das dificuldades inerentes às ICTs em termos de infraestrutura, patrocinando a implantação/atualização de laboratórios-chave aos processos demandados pelo setor petróleo. Ao mesmo tempo, num salutar e construtivo processo de parceria técnico-científica, Petrobras e instituições passaram a compartilhar a responsabilidade na busca de soluções para os desafios enfrentados pela Empresa via execução em parceria de projetos de pesquisa em temas relevantes aos interesses da Petrobras, nas suas diversas vertentes de atuação. O modelo de relacionamento via Redes Temáticas vive o seu sétimo ano, e já são perceptíveis os avanços obtidos e os ganhos para a ciência e a tecnologia no País.


Autores: Edison José Milani, Gilmar Vital Bueno, Oscar Strohschoen Júnior, Marco Antônio Schreiner Moraes, Viviane Sampaio Santiago dos Santos, Ramsés Capilla, Ricardo Silva Nunes de Bragança, Anelise Friedrich, Cecília Cunha Lana, Alípio José Pereira

Palavras-chave

Redes Temáticas em Geociências, investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, relacionamento Petrobras-Universidades

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Origem e evolução das rochas mantélicas da Cadeia Peridotítica de São Pedro e São Paulo, Oceano Atlântico Equatorial.

Este trabalho apresenta os resultados de estudos petrológicos, geoquímicos e tectônicos do Arquipélago de São Pedro e São Paulo e áreas adjacentes no Oceano Atlântico Equatorial. O arquipélago corresponde ao ponto culminante de uma elevação morfológica denominada de Cadeia Peridotítica de São Pedro e São Paulo. Esta cadeia é constituída por rochas ultram áficas do manto abissal, localizado na interseção da falha transformante de São Paulo com a cordilheira meso-oceânica. A Cadeia de São Pedro e São Paulo é dividida em duas elevações: a elevação sul, composta por peridotitos granulares não deformados e fortemente serpentinizados e a elevação norte, que inclui o arquipélago e é formada por peridotitos intensamente milonitizados e pouco serpentinizados. Ambos os tipos de peridotitos, milonitizados e não deformados, são enriquecidos em U, Th, Ba, elementos terras raras leves e gases nobres, principalmente o He. Este enriquecimento deve-se aos processos de milonitização de um manto previamente afetado por metassomatismo na elevação norte. Os peridotitos não deformados da elevação sul são fraturados, facilitando a introdução de elementos incompatíveis e radiogênicos como Rb e U durante a infiltração da água do mar no processo de serpentinização. A razão isotópica de Os sugere um manto com idades modelo de 0,32 Ga a 1,1 Ga. A variação nos conteúdos de Re, Os e Pt pode ser explicada por meio dos fluidos metassomáticos, possivelmente originados de uma zona de subducção pretérita. Esta cadeia peridotítica foi submetida a um intenso tectonismo, com taxa de soerguimento de 1,5mm/ano nos últimos 6.000 anos. Mecanismos focais de terremotos apontam compressão norte-sul. Esse esforço é causado pela direção oblíqua entre a falha transformante de São Paulo e o movimento transcorrente da Placa Sul- Americana em relação à Africana. O Oceano Atlântico Equatorial é considerado uma região mantélica de baixa temperatura (cold-spot). A elevação sul da cadeia representa um megamullion, que foi soerguida anomalamente pela compressão norte-sul. A elevação norte pode ter sido originada por uma falha transformante e, posteriormente, deformada por tectonismo ainda ativo. Essa parece ser a força responsável pelo soerguimento desta elevação norte, desde a profundidade do manto subcrustal até o atual nível do mar.


Autores: Susanna Eleonora Sichel, Akihisa Motoki, Thomas Ferreira da Costa Campos, Jennifer Angel Amaya, Thais Cristina Vargas Garrido, Marcia Maia, Mark David Kurz, Mauro Satake Koga, José Antonio Baptista Neto, Kenji Freire Motoki, Marcus Aguiar Gorini, Peter Szatmari

Palavras-chave

Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Oceano Atlântico Equatorial, falha transformante, exumação do manto, geoquímica

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Caracterização do sistema poroso de rochas-reservatório com microtomografia computadorizada de raios X

A caracterização do sistema poroso de amostras de rochas-reservatório é um tópico importante concernente à análise de sistemas petrolíferos. Várias técnicas têm sido utilizadas com este propósito, destacando- se àquelas baseadas na análise de imagens bidimensionais ou tridimensionais do espaço poroso. A análise de imagens  btidas com microscopia a partir de lâminas delgadas restringe a caracterização do sistema poroso ao espaço bidimensional. Atualmente, utilizam-se técnicas que permitem a obtenção de imagens tridimensionais, como a microtomografia computadorizada de raios X (microCT). No presente artigo apresentam-se os princípios da  écnica microCT, aplicando-a no imageamento do sistema poroso 3D de amostras de rochas-reservatório. Para mostrar as potencialidades da técnica, foram medidas três amostras de arenitos considerados homogêneos (sem a presença significativa de argilas) e uma amostra carbonática com distribuição multiescalar de poros. As medidas microtomográficas foram realizadas em um equipamento comercial SkyScan 1172 que atinge resolução espacial máxima em torno de 1μm. Apresentam-se análises qualitativas e quantitativas, determinando-se o perfil de  orosidades e a distribuição de tamanho de poros para duas amostras de arenito. Finalmente, discorre-se sobre a utilização da tomografia computadorizada de raios X no imageamento de sistemas porosos heterogêneos.


Autores: Celso Peres Fernandes, Anderson Camargo Moreira, Iara Frangiotti Mantovani, Carlos Roberto Appoloni, Jaquiel Salvi Fernandes, Marcos Klotz de Souza, Viviane Sampaio Santiago dos Santos

Palavras-chave

microtomografia, rochas-reservatório, sistema poroso multiescala, carbonatos

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Estratigrafia da borda ocidental da Bacia do São Francisco

A borda ocidental da Bacia do São Francisco é constituída por uma sucessão de rochas siliciclásticas e carbonáticas depositadas durante o Mesoproterozoico e o Neoproterozoico. Durante a Orogênese Brasiliana, esta bacia foi tectonicamente segmentada em compartimentos sem deformação e aqueles com intensidade diferenciada de deformação. A Falha de São Domingos expôs mais de 2.000m das megas sequências Paranoá e São Francisco, estudadas neste trabalho. Uma complexidade estratigráfica ocorre no limite entre essas duas megassequências com perda parcial e total de duas sequências. Isótopos de C, O e Sr foram aplicados às rochas carbonáticas dessas duas megas sequências como uma importante ferramenta para separar sequências estratigráficas. Mudanças abruptas dos valores d13C marcam o limite entre duas sequências no Grupo Bambuí e razões 87Sr/86Sr mostram valores diferentes para as megassequências Paranoá e São Francisco.


Autores: Carlos José Souza de Alvarenga, Marcel Auguste Dardenne, Lucieth Cruz Vieira, Caroline Thaís Martinho, Edi Mendes Guimarães, Roberto Ventura Santos, Rafael Oliveira Santana

Palavras-chave

Grupo Bambuí, Grupo Paranoá, Mesoneoproterozoico, Isótopos de C, Isótopos de Sr

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Avaliação do uso do método eletromagnético a multifrequência na exploração e no imageamento de reservatórios de hidrocarbonetos

Dois experimentos geofísicos usando o método eletromagnético à multifrequência (EMMF) proposto por Dias  1968) foram realizados na porção emersa da Bacia Sedimentar do Espírito Santo, visando o seu emprego na indústria do petróleo. O primeiro foi executado no Campo de Fazenda Alegre, usando um protótipo de 5ª geração que opera em corrente alternada com intensidade máxima de 10A e 54 valores de frequência entre 1,0Hz e 10kHz. Seis seções transversais de 3,0km de extensão foram levantadas para imagear eletricamente a subsuperfície até a profundidade máxima de 1,2km. O segundo envolveu o Campo de São Mateus, usando um protótipo de 6ª geração que pode atingir corrente máxima de 40A e 139 valores de frequência entre 0,2Hz e 1,097kHz. Oito seções transversais de 5,0km de extensão imagearam a subsuperfície até 2,8km de profundidade. Tais experimentos foram planejados para: (i) detectar presença de campos petrolíferos em distintos contextos geológicos e de profundidade usando o método EMMF; (ii) determinar as características geoelétricas de zonas de falhas e de outras estruturas a elas associadas e (iii) avaliar a resposta EM de diferentes litologias em ambientes de reservatório em suas zonas de hidrocarbonetos e de água. Os resultados, processados de modo consistente, são apresentados como seções bidimensionais de resistividade aparente e parâmetro de polarização induzida da subsuperfície geológica. Tais seções, interpretadas com apoio em seções sísmicas e perfis geofísicos de poços, permitiram identificar as seguintes feições geológicas: (i) as interfaces entre litologias distintas, com contrastes em suas propriedades elétricas, tais como arenitos, folhelhos, calcários e salgema; (ii) zonas subverticais estreitas, com elevados contrastes elétricos com suas encaixantes, representando falhas e zonas de densos fraturamentos (chaminés), preenchidas com minerais condutores geradores do efeito de IP e/ou com hidrocarbonetos e (iii) zonas de contato óleo-água no reservatório, através das variações laterais observadas na resistividade elétrica e no parâmetro de IP. Esses resultados atestam a adequação do uso complementar do método EMMF na exploração através da detecção direta de depósitos de hidrocarbonetos e na avaliação da eficiência dos procedimentos de injeção artificial de fluidos na recuperação avançada de petróleo.


Autores: Carlos Alberto Dias, Olivar Antônio Lima de Lima, Hédison Kiuity Sato

Palavras-chave

método eletromagnético a multifrequência, imageamento de reservatórios

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Projeto Ressurgência: processos geoquímicos e oceanográficos no limite entre as bacias de Campos e Santos

A Região Costeira de Cabo Frio e caracterizada por peculiaridades geomorfológicas e hidrodinâmicas que contribuem para a complexidade dos processos sedimentares na plataforma. Dentre as peculiaridades da região, destaca-se a ocorrência de um deposito lamoso. Este depósito constitui o principal objeto de estudo do Projeto Ressurgência, que visa estabelecer modelos de produção, transformação, acumulação e transporte de material orgânico através de uma abordagem em multiescalas temporais. A caracterização geofísica demonstrou ecocaracteres com feições distintas em diferentes partes da plataforma, confirmando a complexidade na formação deste depósito. Ecocaracteres interpretados como beach-rock e como paleolagunas demonstram o potencial da região como análogo moderno. A análise de processos geoquímicos na interface agua-sedimento mostrou que os sedimentos na plataforma são essencialmente suboxicos, com a sulfato redução dominando as reações de oxirredução a partir de poucos centímetros abaixo da superfície. A formação de minerais estáveis de enxofre (pirita) em diferentes graus e tipo de cristalização também sugere múltiplos processos. O modelo de sedimentação mostra duas fases: a primeira controlada pelas variações no nível do mar e a segunda pela dinâmica oceanográfica. Em concordância com o modelo de sedimentação, o registro paleoceanográfico regional descreve duas fases de produtividade, sendo a condição atual iniciada em torno de 3.000 anos. Acoplado aos registros sedimentares, a dinâmica oceanográfica condiciona e modula o papel da plataforma como acumulador e/ou exportador de material para o talude, contribuindo com sedimentos para as bacias de Campos e/ou Santos.


Autores: Ana Luiza Spadano Albuquerque, André Luiz Belém, Rodrigo Costa Portilho Ramos, Ursula Mendoza, Cátia Fernandes Barbosa

Palavras-chave

processos geoquímicos, paleoceanografia, Cabo Frio

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Petroleômica: caracterização rápida e abrangente de petróleo bruto e derivados via espectrometria de massas FT MS de altíssima resolução e exatidão

Uma nova fronteira na caracterização de petróleo surgiu através do desenvolvimento da técnica conhecida como petroleômica, que utiliza a ionização por electrospray e a espectrometria de massas por transformada de Fourier (ESI-FT MS). A petroleômica por ESI-FT MS permite a análise e classificação dos compostos polares, presentes em óleos, com muita velocidade e altíssima resolução e exatidão, revelando novas classes de biomarcadores para diversos aspectos geoquímicos em exploração e refino, tais como: origem, biodegradação, evolução térmica, acidez, corrosividade e grau API. O presente estudo mostra os resultados obtidos no desenvolvimento de métodos e na aplicação desta técnica na caracterização do petróleo bruto e na otimização de processos de exploração e refino de óleos brasileiros.


Autores: Rosineide Costa Simas, Rosana Cardoso Lopes Pereira, Clécio Fernando Klitzke, Yuri Eberlin Corilo, Boniek Gontijo Vaz, Marcos Albieri Pudenzi, Eduardo Morgado Schmidt, Heliara Dalva Lopes do Nascimento, Erica Tavares de Morais, Wagner Leonel Bastos, Marcos Nogueira Eberlin

Palavras-chave

petroleômica, espectrometria de massas de altíssima resolução, caracterização de petróleo

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Bioestratigrafia integrada do Cretáceo Superior da Bacia de Santos: ostracodes, carófitas e palinomorfos

O estudo bioestratigráfico integrado do intervalo Santoniano-Maastrichtiano na Bacia de Santos foi realizado a partir dos resultados da ocorrência de ostracodes, carófitas e palinomorfos. Nos 14 poços estudados, foram identificados 119 táxons de ostracodes e 24 de carófitas. Com base na distribuição geográfica e estratigráfica desses microfósseis, foram propostas quatro biozonas de ostracodes para os ambientes marinhos, três biozonas de ostracodes e duas de carófitas para os ambientes parálicos. A Bacia de Santos possui intervalos dominados por ambientes parálicos, onde a ocorrência de microfósseis marinhos não fornece boa resolução bioestratigráfica. Assim, este estudo é fundamental para a composição de um arcabouço bioestratigráfico mais completo para as seções mais proximais. Destaca-se a potencialidade do uso de ostracodes marinhos do Cretáceo para correlações entre diferentes bacias sedimentares e a viabilidade do uso de ostracodes parálicos e carófitas para zoneamentos bioestratigráficos em ambientes marginais.


Autores: Gerson Fauth, Alessandra da Silva dos Santos, Carlos Eduardo Lucas Vieira, Cristianini Trescastro Bergue, Eduardo Aldo Musacchio, Elizabete Pedrão Ferreira, Javier Helenes Escamilla, Marcelo de Araújo Carvalho, Marta Cláudia Viviers, Simone Baecker Fauth

Palavras-chave

ostracodes, carófitas, palinomorfos, bioestratigrafia, neocretáceo

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Radiolários do Cretáceo e Paleógeno nas bacias da margem continental brasileira: importância bioestratigráfica e aspectos diagenéticos

Associações de radiolários do Cretáceo e Paleógeno foram reconhecidas pelo estudo de amostras provenientes de 19 poços exploratórios perfurados nas bacias de Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo, Mucuri e Sergipe. A distribuição dos radiolários ao longo das seções dos poços não é contínua, alternando-se intervalos muito ricos com outros mais pobres. A análise sistemática permitiu identificar representantes de três ordens, 40 famílias, 109 gêneros e 281 espécies. Dentre as espécies identificadas, foi possível reconhecer importantes táxons guias dos diversos andares do Cretáceo médio ao Superior (Aptiano-Maastrichtiano), bem como do Paleógeno (Paleoceno-Eoceno). A análise da distribuição estratigráfica dos táxons possibilitou a identificação de bioeventos, especialmente as primeiras e últimas ocorrências, que serviram de base para o reconhecimento das biozonas internacionais. Similaridade faunística foi observada com elementos das associações cretáceas da Califórnia (Estados Unidos), Norte dos Montes Apeninos (Itália), Cordilheira Bética (Espanha) e Plataforma Russa. As espécies do Paleógeno foram comparadas a elementos típicos das associações encontradas em sedimentos de regiões tropicais, tais como no Golfo do México, na Região Oriental de Cuba, nos mares do Caribe, nas Filipinas, na Região Central do Oceano Índico, no Pacífico Oriental e no Atlântico Norte Oriental e Ocidental. Diversos bioeventos significativos, identificados nos poços estudados, permitiram a correlação das associações das bacias brasileiras com o zoneamento padrão do Cretáceo e Paleógeno estabelecido para regiões de baixas e médias latitudes. Esta pesquisa reporta parte dos resultados obtidos ao longo do desenvolvimento do projeto integrante da Rede de Micropaleontologia Aplicada: Projeto Radiolários - Prorad (Radiolários da Margem Continental Brasileira. Bioestratigrafia de alta resolução do Albiano ao Paleógeno), executado através de convênio entre a Petrobras e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Autores: Valesca Maria Portilla Eilert, Marta Claudia Viviers, Thays de Souza Lima Fidalgo, Nadia Zélia Gomes Passos, João Graciano Mendonça Filho

Palavras-chave

radiolários, Cretáceo, Paleógeno, bacias sedimentares brasileiras

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Modelo crustal e fluxo de calor nos domínios Estância,Canudos-Vaza-Barris e Macururé adjacentes às bordas emersas da Bacia Sergipe-Alagoas

Neste artigo, determinou-se o fluxo de calor em trechos da Bacia Sergipe-Alagoas usando modelos para sua crosta subjacente com base nos domínios geotectônicos que constituem o embasamento adjacente a essa bacia. Esse embasamento aflorante é constituído pelos domínios geotectônicos Estância, Canudos-Vaza-Barris e Macururé, em uma faixa de cerca de 440km ao longo da costa oceânica e largura de 50km da borda emersa da bacia. Foram visitados 1.483 afloramentos do embasamento e coletou-se 1.623 amostras de rocha das várias unidades geológicas presentes, nas quais determinou-se a massa específica, os teores de K, U e Th e a taxa volumétrica de produção de calor. Para calcular o fluxo de calor produzido em cada domínio, usou-se dados existentes para estimar a sua espessura e o seu substrato. Utilizou-se, também, modelos para obter a função A(z) da variação vertical de produção de calor. Nesses modelos, assumiu-se ser o substrato composto por rochas do Cráton do São Francisco, as quais estão nas fácies anfibolito e granulito nos domínios Estância e Canudos-Vaza-Barris e na fácies granulito no Macururé. Os resultados obtidos mostram que nas crostas dos domínios Estância e Canudos-Vaza-Barris a produção de calor deve-se quase totalmente às rochas cratônicas. Os fluxos geotérmicos médios de 66,9mW m-2, 63,1mW m-2 e 55,7mW m2 obtidos para os domínios Estância, Canudos-Vaza-Barris e Macururé, respectivamente, mostram-se concordantes com valores publicados do fluxo geotérmico médio de campos de petróleo nos trechos da bacia onde esses domínios devem estar presentes. Essa concordância suporta a validade das hipóteses sobre a constituição do embasamento subjacente da bacia, bem como da composição litológica dos domínios aflorantes e de seus substratos. Para explicar a alta discrepância entre os valores de fluxo geotérmico obtidos e publicados na borda norte do Domínio Macururé, sugeriu-se que esse domínio possa ser menos espesso em sua borda norte ou a unidade Rio Coruripe, que constitui sua borda, tenha uma composição crustal distinta daquela do Domínio Macururé.


Autores: Roberto Max de Argollo, Moacyr Moura Marinho, Alexandre Barreto Costa, Heli de Almeida Sampaio Filho, Edilton José dos Santos, Luiz Felipe Carvalho Coutinho

Palavras-chave

produção de calor radiogênico em rochas, modelagem da crosta terrestre, fluxo geotérmico

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Aplicação da técnica de scanline à modelagem geológica / geomecânica de sistemas de fraturamento nos depósitos carbonáticos e evaporíticos da Bacia do Araripe, NE do Brasil

Este artigo apresenta o desenvolvimento de uma metodologia para caracterização geológica de reservatórios naturalmente fraturados. Esta metodologia se baseia nas seguintes atividades: aplicação da técnica de scanlines; levantamentos de dados de campo (medidas estruturais, painéis fotográficos, coleta de amostras); obtenção de propriedades petrofísicas; construção de seções vetoriais; e construção de modelos numéricocomputacionais, com base em malha de elementos finitos. O estudo de caracterização foi realizado nas formações Crato (calcário laminado) e Ipubi (gipsita/anidrita) da Bacia do Araripe, NE do Brasil. A partir da técnica de scanline foram obtidos os atributos dos sistemas de fraturamento em escala mesoscópica (afloramentos) e microscópica (seções delgadas). As principais estruturas identificadas na Formação Crato foram fraturas de extensão (juntas e veios) e fraturas cisalhantes sinsedimentares. Na Formação Ipubi este estudo se limitou às estruturas rúpteis principais, classificadas como veios (gipsita/argilominerais), verticais a subverticais. A construção dos modelos bidimensionais foi realizada com base em desenhos vetoriais em Computer-Aided Design (CAD) sobre os painéis fotográficos dos afloramentos, através dos quais foram obtidas as malhas de elementos finitos. Esta etapa foi realizada a partir de rotinas criadas nas linguagens Matrix Laboratory (Matlab) e Locator/ Identifier Separation Protocol (LISP) que permitiram a automatização do processo de geração das mesmas. A partir do modelo computacional foi feita a atribuição das propriedades físicas dos materiais, obtidas através de ensaios em laboratório, dos parâmetros de leis constitutivas, hidroquímico-mecânicas, e das condições iniciais de contorno. Nos modelos gerados, as grandes estruturas foram tratadas como um meio contínuo discreto, e a estas foram atribuídas propriedades mecânicas dos seus materiais de preenchimento. Em seguida foram obtidos arquivos de entrada prontos para serem processados pelo programa de simulações numéricas Code_Bright. A metodologia proposta neste trabalho permitiu construir modelos simples, porém robustos, para formações geológicas naturalmente fraturadas com baixa complexidade de geometria (deposicional e estrutural) e faciologia. O aperfeiçoamento da metodologia permitirá a criação de modelos confiáveis, de rápida construção, para a realização de simulações numéricas acopladas (hidromecânicas).


Autores: Tiago Siqueira de Miranda, José Antônio Barbosa, Igor Fernandes Gomes, Virgínio Henrique de Miranda Lopes Neumann, Rafael Fernandes Vieira Correia Santos, Gabriel Corrêa de Matos, Leonardo José do Nascimento Guimarães, Robson Queiroz Florêncio, Márcio de Lima Alencar

Palavras-chave

análogos de reservatório, sistemas fraturados, modelagem geológica, técnica de scanline

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Integração de dados para a classificação de eletrofácies por mapas auto-organizáveis

A fim de minimizar as incertezas intrínsecas à classificação litológica de eletrofácies a partir de perfis, são descritas nove estratégias de classificação por redes neurais não supervisionadas, mapas autoorganizáveis (self-organizing maps - SOM), que combinam informações de perfis geofísicos com dados provenientes de derivadas dos perfis, expoentes de Hölder e impedância acústica. O método é aplicado a um reservatório carbonático do Albiano, da Bacia de Campos, para o qual foram utilizados os perfis sônico (DT), porosidade neutrônica (NPHI), densidade (RHOB) e raios gama (GR). Mediante a escassez de dados de testemunhos, as classificações foram realizadas em duas etapas: inicialmente foi feita a classificação do conjunto de perfis geofísicos e impedância acústica, que em uma segunda etapa foi utilizada como variável adicional em testes com o algoritmo na busca pela classificação de dados de testemunho que descrevem quatro fácies (reservatório, possível reservatório, não reservatório e cimento). Dentre os cenários analisados, os melhores resultados estão associados à inserção de informações de impedância acústica e desta nova variável. Adicionadas à suíte básica de perfis geofísicos no conjunto de treinamento do SOM, obteve-se um aumento de acerto da classificação de dados de testemunho de 16%. Os resultados possibilitam quantificar a potencialidade da integração de dados sísmicos na classificação automática de dados de poços pelo método de SOM.


Autores: Michelle Chaves Kuroda, Alexandre Campane Vidal, Juliana Finoto Bueno, Bruno César Zanardo Honório, Emilson Pereira Leite, Rodrigo Duarte Drummond

Palavras-chave

mapas auto-organizáveis, classificação de eletrofácies, impedância acústica, expoentes de Hölder

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Redes de Conhecimento: portal para o futuro

Num mundo plenamente dominado pelo conhecimento, é fundamental para o futuro do País que se estabeleçam mecanismos que propiciem a reversão do enorme défcit tecnológico vivenciado pelo Brasil de hoje perante as nações mais desenvolvidas. Tal défcit se manifesta numa elevada dependência do País a bens e serviços que incluam alguma tecnologia agregada proprietária, e essa condição de “comprador” se reflete inapelavelmente em nosso balanço de pagamentos; mantido tal cenário, as perspectivas para os anos vindouros são preocupantes.


Autores: Edison José Milani

Palavras-chave

gestão do conhecimento

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