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Boletim de Geociências da Petrobras

Publicação:NOV /2011

Volume:19

Número:2

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Apresentação, Expediente e Sumário

O Boletim de Geociências da Petrobras volume 19 (números 1/2) é dedicado à Geologia da Bacia Lusitânica, Portugal. Onze artigos foram redigidos por pesquisadores portugueses e brasileiros acerca dessa temática, frutos de uma parceria internacional iniciada em 2004, ocasião em que técnicos da Petrobras tomaram contato com aquela bacia, localizada no extremo ocidental da Península Ibérica. Pouco tempo depois, a Petrobras aproximou-se de Portugal e ali contratou áreas no offshore para prospecção, processo este que, em suas diferentes fases, ainda está em andamento. Sendo de nacionalidade lusa a maioria dos autores que contribuíram ao presente volume, resolveu-se preservar a redação original dos trabalhos por eles preparados no “Português de Portugal”, o que se expressa em alguns termos particulares e construções gramaticais características utilizadas nos textos.


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A Petrobras em Portugal

A exploração de petróleo e gás em Portugal tem mais de 100 anos de história, com períodos de maior atividade nos anos 1970-1980 e a partir de 2007. Até a presente data, Portugal não possui nenhuma produção ou reservas de hidrocarbonetos. Apesar disso, existem condições para a presença de sistemas petrolíferos ativos tanto na parte emersa como no offshore profundo. A Petrobras tem uma história de cooperação com as universidades portuguesas na área das geociências datada de 2004. A partir de 2007, atua em diversos contratos de concessão em águas profundas nas bacias de Peniche e do Alentejo.


Autores: Rudy Felix Ferreira, Alcindo Raulino Moritz Júnior, Ana Marisa Gomes de Almeida Santos Calhôa

Palavras-chave

Portugal, Petrobras, exploração em águas profundas, Bacia de Peniche, Bacia do Alentejo

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A Bacia Lusitânica (Portugal): análise estratigráfica e evolução geodinâmica

Este trabalho apresenta uma síntese interpretativa da análise estratigráfica e evolução geodinâmica da Bacia Lusitânica (Portugal) baseada nos trabalhos de pesquisa relacionados ao Projeto Atlantis. É apresentada a metodologia de trabalho e a contextualização geodinâmica regional da bacia no quadro da Europa Ocidental e do Atlântico Norte. A análise estratigráfica foi dividida em sucessivas etapas, descrevendo-se para cada uma o seu preenchimento sedimentar, a sua paleogeografia e o seu significado na evolução da bacia. Apresentam- se também considerações acerca do magmatismo e diapirismo presentes na bacia. Na parte final, é analisada a subsidência associada à evolução da bacia, bem como os eventos de soerguimento. Nas conclusões, são apresentadas as linhas gerais da evolução tectonossedimentar da bacia no seu contexto geodinâmico regional.


Autores: Rui Paulo Bento Pena dos Reis, Nuno Lamas Pimentel, Antônio Jorge Vasconcelos Garcia

Palavras-chave

Portugal, Mesozoico, Bacia Lusitânica, estratigrafia, geodinâmica

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Contribuição dos métodos potenciais para os estudos tectônicos regionais na Margem Continental Ibérica Ocidental

Este artigo visa ilustrar como a gravimetria e a magnetometria podem ser úteis na compreensão do arcabouço tectônico regional da Margem Continental Ibérica Ocidental. Estes métodos permitem sugerir algumas interpretações sobre domínios tectônicos offshore. A interpretação dos domínios tectônicos foi baseada em dados gravimétricos de satélite e dados magnéticos do Projeto EMAG2. Existem três assinaturas de domínios diferentes nesta área: continental, transicional e crosta oceânica. Observações sobre dados de gravimetria apontam um provável limite da crosta continental. Além disso, estes dados revelam limites tectônicos adicionais, pelo aprimoramento dos mapas de anomalia Bouguer através do uso de algumas derivadas espaciais. Essas possíveis interfaces coincidem com os limites das principais unidades tectônicas que compõem o embasamento da Margem Continental Ibérica Ocidental, mapeadas a onshore. As anomalias magnéticas de altas freqüências e amplitudes sugerem uma mudança brusca no embasamento na zona de transição continente-oceano, a oeste da Anomalia J.


Autores: Luizemara Soares Alves

Palavras-chave

Margem Ibérica, Galícia, crosta continental, métodos potenciais

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Aquisição e modelagem de dados gravimétricos sobre o diápiro salino de Matacães (Torres Vedras, Bacia Lusitânica, Portugal)

O presente trabalho tem por objectivo analisar a geometria em subsuperficie do diapiro salino de Matacaes (Torres Vedras, Portugal), tendo em conta o contexto geodinamico que condicionou a sua gênese. Com este objectivo, realizou-se na vizinhanca do Diapiro de Matacaes uma campanha de aquisição de dados gravimetricos, de posicionamento (GPS) e altimetricos, que perfez um total de 233 pontos de medicao, com especial adensamento de pontos proximos dos flancos do diapiro. Apos a correccao e tratamento dos dados recolhidos, construiram-se diversos mapas de anomalias gravimetricas (anomalia de Bouguer, Regional e Residual), permitindo identificar e delimitar com maior rigor a anomalia gravimetrica provocada pelo Diapiro de Matacaes, bem como reconhecer os depocentros das sub-bacias de Bombarral, Turcifal e Arruda. Sobre o mapa da anomalia de Bouguer, foi tracado um perfil (NW-SE), perpendicular as direccoes predominantes das estruturas existentes na area em estudo (Alinhamento Torres Vedras – Montejunto), de modo a interceptar o Diapiro de Matacaes (aflorante). A modelagem do perfil gravimetrico permitiu construir dois modelos hipoteticos da geometria do Diapiro de Matacaes em subsuperficie. O modelo considerado mais apropriado na definicao do Diapiro de Matacaes considerou os diferentes periodos tectônicos (distensivos-compressivos) aos quais a região esteve sujeita, nomeadamente a compressao Miocenica registrada na Bacia Lusitanica. Neste contexto, considera-se o Diapiro de Matacaes um diapiro com caracteristicas intermedias entre um namakier e uma “lingua de sal”.


Autores: Jhonny Pato Miranda, Fernando Pedro Ortega Figueiredo, Nuno Lamas Pimentel

Palavras-chave

Bacia Lusitânica, Formação Dagorda, Diápiro de Matacães, Alinhamento Torres Vedras – Montejunto, modelagem gravimétrica, evolução estrutural

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A utilização de electrofáceis na ampliação do conhecimento da estratigrafia do Jurássico Inferior e Médio na Bacia Lusitânica

O presente trabalho consiste na interpretação litostratigráfica, a partir do estudo de diagrafias (perfis elétricos), de quatro sondagens localizadas no sector central e setentrional da Bacia Lusitânica, que atravessam materiais de idade Jurássico Inferior e Médio. Através da análise do perfil de raios gama, foram definidas doze electrofácies, que permitiram reconhecer, em sub-superfície, as características litológicas das diferentes unidades litostratigráficas que integram o “Grupo Brenha”. A caracterização das electrofácies, definidas a partir da análise do padrão de intensidade dos perfis de raios gama, em articulação com dados relativos aos testemunhos da sondagem, permitiu correlacioná-las com as formações de Vale das Fontes, de Lemede, de S. Gião, de Póvoa da Lomba, de Degracias, do Cabo Carvoeiro, de Fórnea, de Barranco do Zambujal e de Chão das Pias, estabelecidas para o sector setentrional e central da Bacia, e compreender a expressão bacinal das electrofácies do Jurássico Inferior e Médio da Bacia Lusitânica. Foram igualmente definidas, para as quatro sondagens estudadas, cinco associações de electrofácies, que permitiram reconhecer duas electro-sequências de 2ª ordem, que se correlacionam com as sequências de 2ª ordem definidas para as unidades estratigráficas que integram o “Grupo Brenha”. As correlações realizadas – entre electrofácies e unidades estratigráficas e entre electro-sequências, definidas a partir de associações de electrofácies, com sequências sedimentares de 2ª ordem -, permitem verificar que as sondagens em posições mais distais (NW) apresentam valores de raios gama elevados, indicadores de condições de sedimentação de domínio margoso, contrastando com as sondagens localizadas em posições mais proximais (SE), que apresentam valores de raios gama baixos, refletindo uma sedimentação com carácter mais calcário, o que confirma a existência da rampa homoclinal de pendor para NW, que caracteriza a geometria deposicional da Bacia Lusitânica durante o Jurássico Inferior e Médio. O presente trabalho põe em evidência o valor das diagrafias na interpretação de ambientes deposicionais e na análise vertical de fácies, ao permitirem a correlação entre dados de afloramento e dados de sub-superfície, recorrendo à definição de padrões de electrofácies, tal como se efetuou para as sondagens estudadas do “Grupo Brenha”. Os dados obtidos, se forem utilizados na análise de diagrafias de outras sondagens, permitirão correlacionar, de forma mais fiável e completa, as electrofácies já reconhecidas, e contribuir para alargar os estudos de sub-superfície da Bacia Lusitânica, designadamente para intervalos estratigráficos cujo conhecimento é relevante no âmbito da pesquisa de hidrocarbonetos.


Autores: Ana Marisa Gomes de Almeida Santos Calhôa, Rui Paulo Bento Pena dos Reis, Almério Barros França

Palavras-chave

Diagrafias, Raios Gama, Electrofácies, Grupo Brenha, Jurássico Inferior e Médio, Bacia Lusitânica

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Geoquímica orgânica de rochas potencialmente geradoras de petróleo no contexto evolutivo da Bacia Lusitânica, Portugal

A Bacia Lusitânica, localizada na parte oeste da margem Ibérica, representa uma das inúmeras bacias riftes mesozoicas formadas em resposta a fragmentação do Pangeia e subsequente abertura do Oceano Atlântico Norte. Sua complexa evolução geológica, iniciada no Neotriássico, permitiu a sedimentação de níveis ricos em matéria orgânica e com potencial para geração de petróleo. Apesar das evidências da presença de sistemas petrolíferos ativos, o seu potencial não foi integralmente avaliado. Este estudo apresenta uma abordagem do ponto de vista geoquímico, visando a caracterização e avaliação dos intervalos com potencial para geração de petróleo e seu nível de maturação térmica dentro do contexto evolutivo da Bacia Lusitânica. Foram obtidos parâmetros químicos, petrográficos, moleculares e isotópicos da matéria orgânica presente em 76 amostras de superfície relacionadas a calcilutitos, margas, argilitos, folhelhos e linhitos, com ampla distribuição cronoestratigráfica e espacial. Os resultados mostraram baixa evolução térmica da matéria orgânica e a existência de dois intervalos potencialmente geradores de petróleo, sendo um pertencente ao Jurássico Inferior (formações Água de Madeiros e Vale das Fontes) e o outro, ao Jurássico Superior (formações Cabaços e Vale Verde). A deposição destes intervalos foi fortemente controlada pelos diferentes contextos geodinâmicos e seus paleoambientes relacionados que se sucederam ao longo do tempo. Durante o evento transgressivo do Eojurássico, as condições marinhas relativamente mais profundas e anóxicas-disóxicas a noroeste foram responsáveis pelo bom estado de preservação da matéria orgânica (tipo II), caracterizada pelo sinal isotópico mais leve (δ13Cmédio = -29,5‰) e formada principalmente de matéria orgânica amorfa (MOA), com alguma contribuição de palinomorfos e elementos terrestres. No Neojurássico, sob o domínio de águas atlânticas e nível relativo do mar baixo, instalam-se condições restritas, favorecendo a deposição e preservação da matéria orgânica com sinal isotópico caracteristicamente mais pesado (δ13Cmédio = -25,0‰). Os intervalos com excelente potencial e ricos em hidrogênio estão associados à matéria orgânica bacteriana (tipo I-II), depositada em condições marinhas carbonáticas anóxicas relativamente rasas, que gradam em direção ao norte para condições continentais- ransicionais deltaico-lacustre-lagunares (querogênio do tipo II-III), com maior influência de matéria orgânica terrestre.


Autores: André Luiz Durante Spigolon, Rui Paulo Bento Pena dos Reis, Nuno Lamas Pimentel, Vasco Gonçalo Alves Esteves de Matos

Palavras-chave

Bacia Lusitânica, rochas potencialmente geradoras de petróleo, geoquímica orgânica, Jurássico Inferior, Jurássico Superior

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Estudos de palinofácies e fácies orgânica de uma sequência sedimentar do Jurássico Inferior da Bacia Lusitânica

O Jurássico Inferior da Bacia Lusitânica (BL) possui uma expressão aflorante em vários locais, principalmente no sector norte, onde os seus sedimentos representam a fase inicial do preenchimento carbonático da bacia. O presente trabalho incide no estudo da matéria orgânica (MO) preservada nos sedimentos da Formação Água de Madeiros (Sinemuriano Superior), na região de S. Pedro de Moel e da Formação Vale das Fontes (Pliensbaquiano), nas regiões de Coimbra, S. Pedro de Moel e Peniche. Foram aplicadas e integradas análises de palinofácies e geoquímica orgânica (fácies orgânica) no estudo da matéria orgânica. A integração dos dados organogeoquímicos e palinofaciológicos permitiu caracterizar as condições paleoambientais, influência continental na sedimentação, condições redox da bacia e, também, determinar subambientes. No âmbito deste trabalho, foi proposto um modelo para a deposição da Formação Vale das Fontes, que apresenta a posição paleogeográfica provável das áreas-fonte do material orgânico terrestre. Este modelo sugere que a área de suprimento orgânico continental dos sedimentos da Formação Vale das Fontes que afloram em Peniche e S. Pedro de Moel se situava na borda ocidental da BL, onde a deposição orgânica era, provavelmente, já condicionada pelos blocos do embasamento, que actualmente representam as Ilhas Berlenga-Farilhões. Relativamente à MO continental dos sedimentos da Formação Vale das Fontes que afloram em Coimbra, propõe-se que esta seja proveniente da  orda oriental da bacia.


Autores: Vasco Gonçalo Alves Esteves de Matos, João Graciano Mendonça Filho, Rui Paulo Bento Pena dos Reis, Nuno Lamas Pimentel, André Luiz Durante Spigolon

Palavras-chave

Bacia Lusitânica, Jurássico Inferior, matéria orgânica, fácies orgânica, paleoambiente

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Modelagem 1D e 2D da evolução térmica da matéria orgânica nos sectores norte e central da Bacia Lusitânica, Portugal

O presente trabalho consiste na apresentação e discussão dos resultados da modelagem da evolução térmica da matéria orgânica em três locais da Bacia Lusitânica (Portugal). Para isto, realizou-se uma análise descritiva das principais formações presentes na bacia, dando ênfase àquelas que são mais propícias à geração de hidrocarbonetos. A modelagem foi realizada no software PetroMod da IES Schlumberger, tanto em 1D quanto em 2D. Foram modelados três poços, um no sector norte e dois no sector central da bacia. Os modelos 2D foram baseados em três linhas sísmicas interpretadas nas proximidades desses poços. Este estudo permitiu uma melhor percepção da evolução térmica da bacia e a verificação da existência de dois sistemas petrolíferos distintos: um no Jurássico Inferior e outro no Jurássico Superior, activos nos sectores norte e central da bacia, respectivamente. Estes sistemas são alimentados por níveis do Gerador Inferior (formações Água de Madeiros e Vale das Fontes) do Jurássico Inferior e pelos níveis do Gerador Superior (Formação Cabaços/Vale Verde) do Jurássico Superior, encontrando-se ambos na janela de geração de óleo.


Autores: Bernardo de Almeida Teixeira, Nuno Lamas Pimentel, Rui Paulo Bento Pena dos Reis

Palavras-chave

Bacia Lusitânica, modelagem térmica, sistemas petrolíferos, rochas geradoras

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Foraminíferos bentonicos da passagem Jurássico Inferior - Médio do sector central da Bacia Lusitânica: o perfil de Zambujal de Alcaria

No presente trabalho, descrevem-se as associações de foraminíferos bentônicos registradas no intervalo estratigráfico Toarciano Superior (Biozona Aalensis) – Aaleniano Inferior (Biozona Opalinum) – Aaleniano Médio (Biozona Bradfordensis) do Perfil de Zambujal de Alcaria (sector central da Bacia Lusitânica, Portugal). Ao longo do intervalo estratigráfico estudado foram recolhidas 20 amostras, das quais se obtiveram 5.291 foraminíferos, que permitiram conhecer a composição das associações de foraminíferos e analisar a sua evolução. Do ponto de vista taxonômico, reconheceram-se cinco subordens, 13 famílias, 25 gêneros e 57 espécies, sendo que, nas associações, os representantes da Subordem Lagenina, Família Vaginulinidae, gênero Lenticulina e espécie Lenticulina toarcense Payard são muito abundantes. Do ponto de vista bioestratigráfico, a presença de Astacolus dorbignyi (Roemer) permite a correlação do perfil estudado com as escalas bioestratigráficas baseadas em foraminíferos estabelecidas para o Hemisfério Norte. Da análise das espécies presentes em cada associação, bem como da sua evolução ao longo do perfil, é possível individualizar quatro grupos de espécies e destacar a ocorrência de alguns eventos marcantes, reconhecíveis através da primeira ou da última ocorrência de uma determinada espécie ou por meio de variações na frequência de uma espécie. A análise quantitativa das associações de foraminíferos bentônicos permitiu avaliar a sua diversidade, bem como a sua evolução ao longo do intervalo estratigráfico estudado. Dos valores obtidos (decorrentes da aplicação de vários índices de diversidade) é possível concluir que, em geral, as associações são escassas, mas relativamente variadas. Do ponto de vista paleoecológico, as associações de foraminíferos registradas ao longo do Perfil de Zambujal de Alcaria ocupariam zonas de plataforma marinha, com salinidade normal e bem oxigenadas. Os foraminíferos teriam modos de vida bentônicos, infaunais e epifaunais. Todas as associações estudadas são características do domínio boreal e são típicas de plataformas carbonatadas do Jurássico.


Autores: Vera Lúcia Esteves de Figueiredo, Maria Helena Paiva Henriques, María Luisa Canales Fernández

Palavras-chave

foraminíferos, Jurássico Inferior – Médio, Zambujal de Alcaria, Bacia Lusitânica, bioestratigrafia, paleoecologia

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Nanofósseis calcários da Passagem Aaleniano- Bajociano do perfil do Cabo Mondego – Portugal (GSSP do Bajociano)

Neste trabalho descrevem-se as associacoes de nanofosseis calcarios registradas no intervalo estratigráfico Aaleniano Medio (Biozona Bradfordensis) – Aaleniano Superior (Biozona Concavum) – Bajociano Inferior (Biozonas Discites e Laeviuscula) do perfil de Murtinheira (Cabo Mondego, Portugal). Ao longo do intervalo estratigrafico estudado foram recolhidas 23 amostras, que permitiram reconhecer 4 ordens, 8 familias, 12 generos e 30 especies de nanofosseis calcarios no total. Os generos Schizosphaerella e Lotharingius dominam numericamente nas associacoes estudadas, sendo que Schizosphaerella sp. e a espécie mais abundante. Os principais nanofosseis calcários observados foram: Carinolithus magharensis (Moshkovitz e Ehrlich), Crepidolithus crassus (Deflandre), Crepidolithus pleinsbachensis (Crux), Discorhabdus striatus (Moshkovitz e Ehrlich), Lotharingius hauffi (Grun e Zweili), Lotharingius contractus (Bown e Cooper) e Watznaueria britannica (Stradner). No intervalo estudado, foram identificados alguns bioeventos marcantes atraves da primeira ocorrência de Watznaueria britannica (Stradner), sendo possível o reconhecimento de duas biozonas (NJ8 e NJ9) estabelecidas para o Dominio Boreal. Alem disso, também foi possivel reconhecer tres biozonas (NJT8, NJT9 e NJT10) definidas para o Dominio Tetisiano, através da primeira ocorrencia de Watznaueria britannica (Stradner) e de Watznaueria manivitae (Bukry). Os dados obtidos, quando comparados aos de outros perfis correlativos, permitirao o estabelecimento de uma escala zonal baseada em nanofosseis calcarios, valida para o Jurassico da Bacia Lusitanica e particularmente util na interpretacao de amostras obtidas atraves de sondagens no ambito da exploração de hidrocarbonetos.


Autores: Keynesménio Sousa Afonso Neto, Maria Helena Paiva Henriques, Rogério Loureiro Antunes

Palavras-chave

Bacia Lusitânica, GSSP do Bajociano, bioestratigrafia, nanofósseis calcários

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Guia de Campo da Bacia Lusitânica, Portugal

A Bacia Lusitânica localiza-se na margem ocidental da Placa Ibérica e pertence a uma família de bacias marginais criadas durante o processo de rifteamento do Atlântico Norte iniciado no final do Triássico e que se conclui no Aptiano com a implantação da dorsal oceânica entre a Ibéria e a Terra Nova. Possui cerca de 5km de espessura máxima de sedimentos e sua porção terrestre estende-se por 320km na direção norte-sul e 180km na leste-oeste. Geralmente, as seções riftes encontram-se a grandes profundidades, o que dificulta a interpretação da arquitetura bacinal, bem como a compreensão do seu preenchimento e processos deformadores, causando impacto negativo na prospectividade da seção sinrifte. A condução de geocientistas a bacias rifte aflorantes lhes amplia a percepção dos eventos tectonossedimentares típicos deste particular ambiente distensivo. A Bacia Lusitânica se insere neste contexto pela excelência da qualidade dos seus afloramentos, representativos da sua evolução polifásica e que permitem um estudo comparativo a ambientes de outras bacias atlânticas. No roteiro, são visitados afloramentos que permitem interpretações tanto da escala sísmica quanto ao nível de reservatório e cobrem um amplo espectro evolutivo em Margem Atlântica Portuguesa, envolvendo fases distensivas associadas a uma tectônica halocinética, seguidas por uma compressão, que afetam um preenchimento ora carbonático ora siliciclástico.


Autores: Nuno Lamas Pimentel, Rui Paulo Bento Pena dos Reis, Gilmar Vital Bueno

Palavras-chave

roteiro geológico

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Rochas esburacadas

Sequências evaporíticas trazidas à superfície – normalmente por fenômenos orogênicos - sofrem história diagenética complexa em sua trajetória desde a subsuperfície até o afloramento, com intensa atuação da dissolução. As “rochas esburacadas” da Europa, denominadas em alemão de rauhwacke ou zellendolomit (dolomita celular), geralmente originam-se a partir de pacotes salinos do Zechstein (Permiano Superior) e do Triássico, com deformação e soerguimento durante o Terciário (ciclo Alpino).


Autores: Peter Szatmari

Palavras-chave

litologia

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