• English
  • Espanhol
  • Português
Submit

EM PUBLICAÇÃO

EDIÇÕES

Boletim de Geociências da Petrobras

Publicação:DEZ /2015

Volume:23

Número:2

Artigos mais procurados

Artigos
O desenvolvimento da margem rifteada vulcânica albiana no Nordeste brasileiro e seu perfil para a geração de petróleo

Este trabalho apresenta uma interpretação sobre o setor oriental das bacias do Nordeste brasileiro, onde ocorreu intenso estiramento crustal, associado a profuso vulcanismo intraplaca de idade eoalbiana. Discute-se a ocorrência de novos depocentros, decorrente desse estágio tectônico, com potencial para gerar e conter petróleo. O progresso da exploração de petróleo, mar adentro, nas bacias da margem leste brasileira gerou um acervo sísmico de reflexão de longo alcance, com registros que possibilitam imageamento da crosta até 30km de profundidade. A interpretação sísmica associada a dados de poços exploratórios permitiu identificar novas estruturas crustais, entre elas riftes eoalbianos na porção distal mais a leste das bacias do Nordeste brasileiro. Tal conjunto de dados permitiu, ainda, a visualização da geometria da crosta continental profunda sob essas bacias, as estruturas internas e a zona de transição crosta continental/oceânica.


Autores: José Maurício Caixeta, Delzio de Lima Machado Junior, Talles Souza Ferreira, Marco Antonio Thoaldo Romeiro

Palavras-chave

limite crosta continental, crosta oceânica, rifte albiano, crosta continental hiperdistendida

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Modelo digital da geomorfologia do fundo oceânico do centro-sul da Bacia de Sergipe–Alagoas

Esta comunicação traz o resultado do modelo digital do mosaico de batimetria do relevo oceânico do centro-sul da Bacia de Sergipe–Alagoas, composto por oito projetos sísmicos 3D, além de dados de três campanhas de levantamentos de batimetria multifeixe. Em sequência aos modelos digitais das bacias de Campos e Espírito Santo já elaborados (Schreiner et al., 2008, 2009, 2015), seguimos para o nordeste integrando os dados de batimetria provenientes da sísmica 3D aos levantamentos de batimetria do tipo multifeixe existentes no talude e sopé continentais entre o norte da Bacia de Jacuípe e a porção centro-sul da Bacia de Sergipe–Alagoas. Diversas feições geomorfológicas podem ser observadas no talude da região, tais como ravinas, canais e cânions submarinos, além do extenso Sistema Turbidítico Moderno São Francisco (fig. 1).


Autores: Simone Schreiner, Eugênio Taira Inácio Ferreira, Esmeraldino Aleluia Oliveira Júnior

Palavras-chave

geomorfologia, Bacia de Sergipe-Alagoas

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
O sistema de riftes de Jequitinhonha-Almada-Camamu: uma abordagem do rifteamento albiano na margem nordeste do Brasil

As bacias de Camamu, Almada e Jequitinhonha estão localizadas na porção norte da margem leste brasileira, onde juntas formaram o braço sul do sistema de riftes do Recôncavo-Tucano-Jatobá (RTJ) durante o intervalo Neocominano-Barremiano. No Aptiano, o rifte RTJ foi abortado, enquanto o sistema de riftes Jequitinhonha-Almada-Camamu (JAC) continuava em propagação para leste, conectando-se ao sistema de riftes de Sergipe-Alagoas. Devido a este papel-chave de ligação durante a formação da margem rifteada do Nordeste brasileiro, o sistema de riftes JAC teve um papel importante, registrando completamente a história tectônica desde os primórdios do rifteamento, quando ainda ligado ao rifte RTJ, passando pelo desenvolvimento da margem rifteada durante o Aptiano-Eoalbiano, até a formação da crosta oceânica e consequente quebra do Gondwana durante o intervalo Albiano-Cenomaniano. O sistema de riftes JAC desenvolveu-se sob controle do embasamento, principalmente por zonas de cisalhamento do Cráton São Francisco e Faixa Araçuaí.


Autores: Talles Souza Ferreira

Palavras-chave

bacia rifte, Bacia de Camamu, Bacia de Almada, Bacia de Jequitinhonha, rifteamento marinho albiano

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Sismoestratigrafia do limite sul da Bacia de Santos e suas implicações na evolução do Atlântico Sul primordial

A configuração das bacias sedimentares do Oceano Atlântico Sul durante o Aptiano sugere a existência de uma barreira contínua ao sul da Bacia de Santos. Esta barreira condicionou o estabelecimento de condições restritas à circulação marinha, culminando na deposição de espessuras de sal da ordem de 2.000m a 3.000m. Esta bacia salífera alcançou cerca de 900km de extensão, compreendendo a região que, na costa brasileira, engloba desde a Bacia de Santos até a Bacia de Sergipe-Alagoas. A bacia salífera foi criada como resposta às condições geológicas muito peculiares em que a morfologia e a tectônica associada à separação continental tiveram papel preponderante. A barreira, que poderia estar no nível do mar ou mesmo acima deste durante o desenvolvimento dos primeiros estágios de abertura do rifte, é expressa atualmente pela Cadeia São Paulo. Este alto atuou como uma barreira efetiva à livre circulação marinha, já estabelecida francamente mais ao sul na Bacia de Pelotas, cujo registro de evaporitos é ausente.


Autores: Tom Araujo Borges, Luiz Antonio Pierantonni Gambôa

Palavras-chave

sismoestratigrafia, Atlântico Sul

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Arcabouço crustal profundo da parte centro-norte da margem de Angola

A aquisição e interpretação de novos dados sísmicos tem possibilitado melhor visualização das porções mais profundas de margens passivas, permitindo melhor imageamento e compreensão da zona de transição entre as crostas continental e oceânica. Como resultado disto, os clássicos modelos de ruptura e breakup continental têm sido revisados e aperfeiçoados para se obter um modelo coerente com os dados existentes. Neste trabalho, a interpretação de seções sísmicas de imageamento profundo obtidas pela ION-GXT, integrada à modelagem gravimétrica, possibilitou a identificação dos limites crustais na região centro-norte da margem de Angola, nas bacias de Kwanza e Baixo Congo, com a definição de quatro domínios crustais: Proximal (formado pela crosta continental estirada); domínio de Estrangulamento, onde há um rápido afinamento da crosta continental; Distal (formado pela crosta continental hiperestirada e manto continental exumado); e Oceânico (formado por crosta oceânica). Com base na análise da interpretação sísmica, associada a mapas de anomalia gravimétrica e geológico de Angola, foram identificadas duas áreas com características distintas. Uma delas, ao norte, abaixo da Bacia do Baixo Congo, com o domínio crustal distal extenso, com poucos altos do embasamento afetando a seção pré-sal bastante espessa.


Autores: Luiz Carlos Lucena Empinotti, Pedro Victor Zalán, Monica da Costa Pereira Lavalle Heilbron

Palavras-chave

arcabouço crustal, sísmica profunda de reflexão, modelagem gravimétrica, modelo de ruptura continental, margem passiva, manto exumado, Angola

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Rastreabilidade de sequências de alta resolução ao longo da Sub-bacia de Métan-Alemania (Maastrichtiano da Bacia de Salta – Argentina): anatomia estratigráfica detalhada de um sistema lacustre sob influência de processos microbiais

As grandes descobertas de petróleo ocorridas nos últimos anos na província do pré-sal brasileiro levaram à necessidade de estudos em afloramentos de sistemas sedimentares análogos às rochas-reservatório presentes no Brasil. Neste âmbito, a Bacia de Salta na Argentina, por meio da Formação Yacoraite, assume papel de alto destaque, pois apresenta características análogas às dos depósitos sedimentares do pré-sal. Localizada no noroeste argentino, a Bacia de Salta evoluiu a partir de um contexto tectônico de um rifte intracontinental durante o Cretáceo e início do Paleógeno, formando sub-bacias que foram preenchidas pelos sedimentos dos subgrupos Pirgua (sin-rifte), Balbuena e Santa Bárbara (ambos depósitos do tipo sag). De forma particular, o desenvolvimento do sag na Sub-bacia de Metán-Alemania durante o Maastrichtiano (Formação Yacoraite) permitiu a deposição de rochas carbonáticas em um ambiente dominantemente lacustre, onde fatores climáticos – associados aos ciclos de Milankovitch – desempenharam forte controle. As fácies carbonáticas presentes no intervalo estudado são constituídas principalmente por estromatólitos e grainstones oolíticos, que estão relacionados a períodos de clima seco em que a progressiva diminuição da lâmina d’água do lago ocorreu de maneira expressiva. Com a aplicação das técnicas da estratigrafia de alta resolução, as sequências elementares individualizadas foram hierarquizadas em sequências de média e baixa frequência e correlacionadas ao longo de dezenas de quilômetros na bacia.


Autores: Saulo Pedrinha Guimarães, Guilherme Pederneiras Raja Gabaglia, Ricardo Lykawka, Dimas Dias Brito

Palavras-chave

depósitos lacustres, carbonatos, estromatólitos, estratigrafia de alta resolução

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Inversão de falhas: conceitos, importância nos sistemas petrolíferos e estudo de caso na região de Río Guanaco, Bacia Austral, Argentina

A inversão de falhas pode ser positiva, quando o resultado final é de soerguimento, e negativa, quando há subsidência. A inversão positiva tem importante papel para o sistema petrolífero, na formação de trapas e na criação de rotas de migração. A inversão é condicionada pela orientação da falha em relação ao novo campo de tensões e pelos parâmetros mecânicos da rocha de falha. Os tipos geométricos na inversão positiva são (i) falhas individuais reativadas, produzindo feições em arpão; (ii) falhas mestras e falhas conjugadas reativadas (falhas de rompimento da capa, falhas de atalho, estruturas pop-up e push-up) e (iii) falhas contracionais que interrompem falhas distensionais. Na inversão negativa, rampas de sistemas de empurrões são parcialmente reativadas como falhas distensionais. Exemplos de inversão positiva condicionando sistemas petrolíferos são encontrados nas bacias andinas austrais (Cuyana, Neuquén, San Jorge, Malvinas e Austral – Magallanes), em função de sua história distensiva durante a ruptura do Gonduana e a posterior compressão da tectônica andina.


Autores: Henrique Zerfass, Victor A. Ramos, Hugo J. Belotti, Matias C. Ghiglione, Maximiliano Naipauer

Palavras-chave

inversão de falhas, Bacia Austral, Bacia de Magallanes, Andes Patagônicos, trapas estruturais, estruturas push-up

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Modelagem de migração de fluidos em bacias sedimentares

O estudo de fluidos crustais forma um importante ramo da geologia e compreende o entendimento dos processos de emplacement de magmas, bem como da geração e rotas de migração de hidrocarbonetos nas bacias sedimentares. Estes fluidos determinam os processos de metamorfismo a uma ampla gama de temperaturas na subsuperfície. Magmas formam-se a altas temperaturas, extrudem sobre a crosta e os sedimentos, e também intrudem a crosta, formando pegmatitos, jazidas pneumatolíticas e hidrotermais ao redor dos corpos ígneos. Por outro lado, fluidos formados pela geração do petróleo migram tanto primariamente dentro dos geradores, como secundária e terciariamente até serem dispersos na superfície ou se acumularem nos reservatórios. Toda movimentação das águas subterrâneas segue os mesmos processos.


Autores: Peter Szatmari, Monica Alves Pequeno

Palavras-chave

bacias sedimentares, fluidos crustais

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin