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Boletim de Geociências da Petrobras

Publicação:NOV /2009

Volume:17

Número:2

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Expediente, Apresentação e Sumário

O Boletim de Geociências da Petrobras volume 17, número 2 inclui os seguintes trabalhos: • Manuela Caldas e Pedro Zalán (Petrobras) apresentam um método de reconstituição estrutural da evolução de domos de sal utilizando dados sísmicos 2D, com aplicação à Bacia de Santos, margem SE do Brasil. O método é baseado na geometria dos estratos relacionados à feição dômica em estudo e nos eixos de crescimento ou adelgaçamento das sequencias halocinéticas; • Claiton Scherer e Luiz Fernando de Ros (UFRGS), por meio da integração de dados sedimentológicos, estratigráficos e petrológicos, descrevem as heterogeneidades deposicionais e diagenéticas que impactam a qualidade dos reservatórios da Formação Sergi, Bacia do Recôncavo; • Cristiano Fischer (Serhtec) e colaboradores estudaram a Formação Los Rastros (Triássico, Bacia de Ischigualasto, Argentina) sob a abordagem da Estratigrafia de Sequencias, tecendo considerações acerca dos fatores de controle do registro estratigráfico encontrado naquela área; • Claudio Borba (Petrobras), Paulo Paim (Unisinos) e Antonio Garcia (UFS) estudaram testemunhos, amostras de calha e perfis de poços do Campo de Furado, no intervalo correspondente à Formação Barra de Itiúba (Cretáceo Inferior da Bacia de Sergipe-Alagoas). Foram identificados tratos de sistemas deposicionais de terceira e quarta ordens; • Carlos Araújo (Petrobras) e co-autores descreveram as ocorrências de carbonatos microbiais da porção basal do Membro Ibura, Formação Muribeca (Aptiano superior da Bacia de Sergipe-Alagoas) na região do Alto de Aracaju e vizinhanças, definindo seu modelo deposicional; • Mitsuru Arai (Petrobras) apresenta um novo modelo paleogeográfico para o Aptiano do Atlântico Sul, tendo por base associações fossilíferas de dinoflagelados presentes nesse intervalo estratigráfico; • Márcia Ernesto (Instituto Astronômico e Geofísico - USP) atualiza as informações paleomagnéticas relativas à abertura do Oceano Atlântico Sul e discute a contribuição de tais dados no entendimento dos processos geotectônicos responsáveis pela quebra do Gondwana e subsequente deriva continental. Em breves comunicações: • Simone Schreiner (Petrobras) e colaboradores, utilizando os dados batimétricos associados a levantamentos sísmicos 3D na área, apresentam um modelo digital geomorfológico do fundo do mar correspondente à porção norte da Bacia de Campos e centro-sul da Bacia do Espírito Santo; • José Alfredo Daudt (Petrobras) e co-autores descrevem um mecanismo de migração de petróleo na Bacia de Talara (noroeste do Peru) baseando-se na ocorrência de exsudações de petróleo na superfície do terreno e em subsuperfície.


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Reconstituição cinemática e tectono-sedimentação associada a domos salinos nas águas profundas da Bacia de Santos, Brasil

Este trabalho desenvolve um método de reconstituição estrutural e da evolução cinemática de domos salinos ao longo dos estágios de abertura e de desenvolvimento de uma margem passiva na Bacia de Santos. Os métodos tradicionais de restauração da evolução de corpos de sal são baseados em softwares de reconstituição, normalmente utilizados a partir de dados 3D. Este método emprega dados sísmicos 2D e baseia-se na observação das feições geométricas estratais dos pacotes sedimentares associados, ou seja, forma tabular (refletores plano-paralelos, sequências pré ou pós-tectônicas) ou forma em prato/tigela (com depocentros bem distintos e margens afinadas com divergência de refletores, sequências sin-tectônicas, neste caso, halocinéticas) e na determinação/mapeamento de eixos de crescimento e adelgaçamento nas sequências halocinéticas. Foram interpretadas reconstituições horizontais e verticais de fluxo de sal (inflação, deflação e fluxo horizontal) com base em mapas de isócronas (isópacas em tempo) e de eixos e seções sísmicas horizontalizadas ao tempo de deposição de cada sequência. Os mapas e reconstituições resultantes mostraram excelente correlação com as feições atuais mapeadas na área de estudo. As fases tectônicas de evolução halocinética sugeridas, deduzidas a partir dos mapas e reconstituições elaboradas, mostraram ótima correlação com os eventos regionais que afetaram a Bacia de Santos e seu embasamento adjacente. Com base nessas observações, acredita-se que a aplicação desse método forneça importante contribuição para o ramo de exploração da indústria petrolífera, visto que apresenta excelentes resultados a partir de dados sísmicos 2D, permitindo uma melhor compreensão da evolução estrutural e cinemática dos corpos de sal e das sequências halocinéticas associadas, com consequentes implicações na modelagem de sistemas petrolíferos de bacias e na diminuição do risco exploratório de prospectos.


Autores: Manuela Fernandes Caldas, Pedro Victor Zalán

Palavras-chave

Tectônica e Sedimentação, Tectônica Salífera, Reconstituição da Movimentação de Sal, Halocinese, Bacia de Santos, Inflação e deflação salífera

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Heterogeneidades dos reservatórios flúvio-eólicos da Formação Sergi na Bacia do Recôncavo

A Formação Sergi pode ser subdividida em três sequências, limitadas por discordâncias. Foram identificadas as heterogeneidades deposicionais e diagenéticas que afetam a qualidade dos reservatórios das sequências I e II. A integração de dados sedimentológicos, estratigráficos e petrológicos revelou diferenças significativas nas características deposicionais e diagenéticas destas sequências, que influenciam decisivamente na definição dos padrões de heterogeneidade e de distribuição da porosidade e da permeabilidade. Esta análise integrada fornece parâmetros para a elaboração de modelos da qualidade e heterogeneidade dos reservatórios aplicáveis ao desenvolvimento dos campos em produção da Formação Sergi, bem como para a previsão da qualidade dos reservatórios Sergi em áreas exploratórias. Os reservatórios da Sequência I são compostos por arenitos finos a médios, bem a moderadamente selecionados, depositados por sistemas flúvio-eólicos. Os reservatórios da Sequência II, por sua vez, são constituídos por arenitos finos a conglomeráticos, predominantemente grossos, e moderadamente a mal selecionados, depositados por sistemas fluviais entrelaçados. Além das diferenças deposicionais, existem diferenças sistemáticas nos processos diagenéticos dominantes. Os arenitos da Sequência I são caracterizados por cimentação carbonática mais intensa e maior abundância de clorita, enquanto os arenitos da Sequência II apresentam como processo diagenético dominante a infiltração mecânica de argilas, que inibiu os processos subsequentes. Lags intraclásticos da base de ciclos de canais efêmeros da Sequência I são comumente cimentados pervasivamente por calcita, constituindo barreiras locais de fluxo. As concentrações de argilas mecanicamente infiltradas constituem barreiras e defletores ao fluxo de fluidos, representando os mais importantes controles da qualidade e heterogeneidade dos reservatórios na Sequência II.


Autores: Claiton Marlon dos Santos Scherer, Luiz Fernando De Ros

Palavras-chave

Flúvio-eólicos, Formação Sergi, Bacia do Recôncavo, Jurássico Superior

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Estratigrafia de sequências da porção basal da Formação Los Rastros (Sub-bacia de Ischigualasto/ Bacia de Bermejo – Argentina)

O objetivo deste estudo é identificar a assinatura estratigráfica e os controles da sedimentação em uma bacia rifte lacustre. A partir da análise de imagens de satélite e, principalmente, da descrição de afloramentos, estabeleceu-se um arcabouço estratigráfico na escala de sequências para a Formação Los Rastros (Carniano) da Sub-bacia de Ischigualasto, na Argentina. Em um intervalo de pouco mais de 120m de espessura, foram delimitadas quatro sequências deposicionais com faciologia e arquitetura estratigráfica similares – refletindo sucessivas variações do espaço de acomodação. Subdivididas em tratos de sistemas, cada sequência inicia com fácies de preenchimento de vales incisos, representados por sheets de canais fluviais entrelaçados na base (trato de sistemas de nível de lago baixo inicial) e depósitos de canais fluviais meandriformes associados a sedimentos finos de planície de inundação para o topo (trato de sistemas de nível de lago baixo final). Os tratos de sistema transgressivo são caracterizados por depósitos fluviais e deltaicos com empilhamento retrogradacional e padrão granodecrescente dos conjuntos de parassequências. Já os tratos de sistemas de nível de lago alto são identificados pelo empilhamento progradacional das parassequências e pela ocorrência de corpos isolados de arenitos lenticulares (ribbons) para o topo, interpretados como canais distributários. A recorrência da arquitetura estratigráfica, associada à ausência de espessamentos de seção e ao paralelismo dos estratos, indica estabilidade do rifte nesta fase. Estas evidências, somadas à dominância das paleocorrentes que apontam aporte fluvial a partir da borda falhada, indicam que as variações do nível de base na escala de sequências sejam diretamente relacionadas a flutuações do nível do lago, controladas por fatores climáticos.


Autores: Cristiano Mundstock Fischer, Ubiratan Ferrucio Faccini, Paulo Sérgio Gomes Paim, Tatiana dos Santos Rennau, Adriana Bracco

Palavras-chave

Estratigrafia de sequências, Depósitos fluvio-deltaicos, Proveniência de borda falhada de rifte, Sedimentação pós-rifte

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Estratigrafia de alta resolução 3D em depósitos deltaicos do início do rifte da Bacia de Sergipe-Alagoas: impacto na compartimentação de reservatórios

 

Depósitos deltaicos da base da Formação Barra de Itiúba, início do estágio rifte da Bacia de Sergipe- Alagoas, foram analisados sob a ótica da estratigrafia de alta resolução dirigida à caracterização de reservatórios. A base de dados utilizada consiste em testemunhos, amostras de calha e perfis elétricos do Campo de Furado, um campo maduro localizado na porção alagoana da bacia. Foram identificados os seguintes tratos de sistemas em uma sequência de 3ª ordem: trato de lago baixo, vinculado ao início de um pulso tectônico, composto por arenitos flúviodeltaicos com grande continuidade lateral (melhores reservatórios do campo); trato transgressivo, produto da aceleração na taxa de subsidência mecânica, constituído por folhelhos (lago e prodelta) e arenitos finos (frente deltaica distal); e trato de lago alto, que indica períodos de calma tectônica, representado por ciclos de progradacão deltaica aos quais se vinculam reservatórios de qualidade inferior aos do trato de lago baixo. Na alta resolução, cada sequência de 4ª ordem comporta um ciclo transgressivo-regressivo de condicionamento climático, que constitui um reservatório independente, equivalente a uma zona reservatório. Esse arcabouço estratigráfico de alta resolução foi utilizado na elaboração do modelo geológico 3D, no qual a paleoestrutura, incluindo uma anticlinal de propagação de falha ativa à época da sedimentação, a arquitetura estratigráfica e a distribuição de fácies foram contempladas. O intervalo estudado é cortado por um grande número de falhas que compartimentam os reservatórios em diversas escalas e cujo impacto foi avaliado através da utilização de diagramas de justaposição e de razão de gouge.


Autores: Cláudio Borba, Paulo Sérgio Gomes Paim, Antonio Jorge Vasconcellos Garcia

Palavras-chave

Estratigrafia de alta resolução, Bacia de Sergipe-Alagoas, Formação Barra de Itiúba, Modelagem de reservatórios, Campo de Furado

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Carbonatos aptianos do Campo de Carmópolis, Bacia de Sergipe-Alagoas: estratigrafia e modelo deposicional

Existem ocorrências de carbonatos microbiais na porção basal do Membro Ibura, Fm. Muribeca, Aptiano superior da Sub-bacia de Sergipe. Estes carbonatos foram formados sobre um alto do embasamento, denominado Alto de Aracaju, e foram descritos como espacialmente restritos à área denominada como “Enseada do Rosário”. O objetivo deste trabalho é apresentar o modelo deposicional para os carbonatos do Membro Ibura, os quais foram testemunhados. O intervalo com testemunhos corresponde ao Neoaptiano (biozona P-270) e é composto por fácies de origem carbonática, siliciclástica, evaporítica e híbrida. Também foram descritas lâminas delgadas de rocha, nas quais, além da descrição de fácies, foram observadas feições eodiagenéticas características de ambiente evaporítico e litorâneo. Com base nas descrições dos testemunhos (fácies e associação de fácies) e das lâminas de amostras de calha, foi realizada a análise de eletrofácies e a elaboração de perfis compostos em outros poços da área. Estratigraficamente, o intervalo com carbonatos microbiais é correlacionável em toda a extensão do Alto de Aracaju, onde se mostra tendência de espessamento nas porções mais baixas e adelgaçamento para as porções mais altas. As rochas da Formação Muribeca, especificamente dos membros Ibura e Oiteirinhos, foram interpretadas como depositadas em ambiente transicional, com evidências de ambiente marinho para o topo da formação. A seção basal do testemunho, correspondente ao Membro Ibura, foi interpretada como resultante de sedimentos em um sistema deposicional acustre-lagunar evaporítico restrito devido à: (a) escassa presença de fósseis, os quais são limitados a alguns espécimes de ostracodes; (b) presença de carbonatos microbiais na forma de tapetes ou esteiras; (c) ausência de estruturas de correntes e de marés; (d) alta salinidade e evaporação intensa evidenciada pela presença de anidrita diagenética (nodular) e brechas de colapso; (e) presença de anidrita estratiforme, nodular e mudstone carbonoso, intercalados entre si, como evidência de lâmina d’água rasa; (f) presença de feições de exposição como tepees e gretas de ressecamento; (g) dominância de tipos litológicos de ambiente de baixa energia. Deste modo, propõe-se o termo Complexo Lacustre-Lagunar do Rosário para o conjunto dessas associações de fácies encontradas no Alto de Aracaju e adjacências.


Autores: Carlos César de Araújo, Paulo Augusto Moretti Júnior, Vanessa Madrucci, Nívea Goulart Carramal, André Toczeck, Ângela Brito Almeida

Palavras-chave

Carbonato Microbial, Campo de Carmópolis, Alto de Aracaju, Andar Alagoas, Evaporito

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Paleogeografia do Atlântico Sul no Aptiano: um novo modelo a partir de dados micropaleontológicos recentes

A diferenciação paleobiogeográfica observada na associação de microfósseis do Atlântico Sul no Aptiano foi resultado da existência de uma barreira física constituída pela Dorsal de São Paulo e pelo Alto de Florianópolis, a qual coibiu a livre circulação e a mistura de águas marinhas entre o Atlântico Sul meridional e o restante do Oceano Atlântico. Interpretações paleobiogeográficas, principalmente baseadas na distribuição de dinoflagelados fósseis, mostram que os registros de dinoflagelados aptianos, ao norte da barreira, limitam-se a ocorrênciasgeograficamente restritas de associações de baixa diversidade, relacionadas a blooms de Subtilisphaera (Ecozona de Subtilisphaera). Ali, o ambiente marinho variava de predominantemente evaporítico (nas bacias da Margem Leste) a parálico (nas bacias da Margem Equatorial). Os dados levantados confirmam que a Transgressão Aptiana nessas bacias foi alimentada pelas águas tetianas vindas do Atlântico Central, contendo na Bacia de Santos o extremo de seu avanço rumo sul. Esta reconstituição se baseia na distribuição geográfica dos registros do bloom de Subtilisphaera, em conjugação com outras evidências de sedimentação marinha – e.g.: evaporitos aptianos; ocorrência de diversos fósseis marinhos na Bacia do Araripe; radiolários da Formação Areado (Bacia do São Francisco) e dados geoquímicos das formações Codó e Alagamar (nas bacias Parnaíba e Potiguar, respectivamente). O lineamento formado pela Dorsal de São Paulo e Alto de Florianópolis impediu a chegada das águas tetianas à Bacia de Pelotas e ao sul desta, onde condições francamente marinhas já reinavam no Aptiano, a julgar pela presença de uma associação de dinoflagelados de alta diversidade contendo mais de 20 espécies. Entre estas, estão as espécies Tenua americana e Occisucysta victorii, ambas endêmicas e características da Microflora Austral, o que sugere que a Bacia de Pelotas fazia parte do Atlântico Sul meridional durante o Aptiano. A conexão entre o Atlântico Sul meridional e o restante do oceano se estabeleceu durante o Albiano, porém, a influência restritiva da Dorsal de São Paulo e do Alto de Florianópolis persistiu até o final do Albiano.


Autores: Mitsuru Arai

Palavras-chave

Paleogeografia, Micropaleontologia, Atlântico Sul, Cretáceo, Aptiano

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Contribuições dos estudos paleomagnéticos ao entendimento da abertura do Atlântico

O paleomagnetismo é uma ferramenta essencial para determinar e quantificar os deslocamentos e rotações de blocos continentais. É, também, de grande ajuda para traçar adequadamente a história de abertura do Atlântico Sul, considerando que o longo período (~40 Ma) de polaridade normal, que constitui o Supercron do Cretáceo, dificulta a determinação de pólos de rotação bem datados e baseados em anomalias magnéticas. Para atender esse objetivo, são necessárias curvas de deriva polar aparente (CDPA) confiáveis para a América do Sul e África, traçadas desde a situação pré-deriva. A CDPA, quando bem calibrada e somada às informações da magnetoestratigrafia, é bastante útil para discriminar “pulsos” de atividade ígnea em províncias magmáticas que precederam ou acompanharam a evolução do Atlântico.


Autores: Marcia Ernesto

Palavras-chave

Atlântico Sul, Paleomagnetismo, Reconstruções, Curva de deriva polar aparente

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Modelo digital da geomorfologia do fundo oceânico do centro-sul da Bacia do Espírito Santo e norte da Bacia de Campos

A descoberta dos Campos de Jubarte no norte da Bacia de Campos no ano de 2001 e de Golfinho e Canapu na porcao central da Bacia do Espirito Santo em 2003 e 2004, respectivamente, foi responsável pela necessidade da construcao do modelo digital do relevo nestas regioes. O desenvolvimento destes campos, e de todos os outros que foram descobertos no entorno de Jubarte, denominado de Parque das Baleias (Jubarte, Cachalote, Baleia Franca, Baleia Azul, Baleia Ana, Caxareu, Manganga e Pirambu), requereu um detalhado conhecimento da geomorfologia do fundo marinho para a instalacao de dutos e ancoragem de unidades de producao. Em uma sequencia ao ja elaborado modelo digital da Bacia de Campos (Schreiner et al. 2008), a equipe de Geologia Marinha da Unidade de Servicos Submarinos (E&P-SERV/US-SUB) seguiu em direção a Bacia do Espirito Santo somando dados de sísmica 3D e site surveys existentes desde o Sistema Turbiditico do Itabapoana, no norte da Bacia de Campos, ate a regiao do Banco de Abrolhos, na Bacia do Espirito Santo. Essa comunicacao traz o resultado de um mosaico de batimetria convertido em modelo digital do relevo oceanico, composto por 17 projetos sismicos 3D, alem de 17 levantamentos de batimetria multibeam. Diversas feicoes geomorfologicas podem ser observadas no talude da regiao, tais como: ravinas canais e canions submarinos, alem de deformações ocasionadas pela movimentacao do sal.


Autores: Simone Schreiner, Mariana Beatriz Ferraz Mendonça de Souza, Joana Paiva Robalo Migliorelli

Palavras-chave

Geomorfologia, Geologia marinha, Edge, Modelo digital

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Migração de petróleo induzida por sismicidade: observações de campo e de subsuperfície na Bacia de Talara (noroeste do Peru)

O processo de subducção da crosta oceânica sob a crosta continental provoca uma série de movimentos telúricos que resultam em eventos sísmicos de diferentes magnitudes. Estes eventos também podem, eventualmente, influenciar a movimentação de fluidos em uma área em explotação. A Bacia de Talara, localizada no noroeste peruano, está inserida dentro deste complexo contexto geológico sujeito a frequentes abalos sísmicos. No entanto, existem poucos registros de ocorrência de pulsos tectônicos que hajam exercido um impacto direto na percolação de hidrocarbonetos em direção aos afloramentos de petróleo (conhecidos como oil seeps). Outro fenômeno, também possível e relativamente pouco documentado, é o incremento na produção de fluidos totais em poços da área afetada pelo movimento. Este tipo de ocorrência já foi descrito na Califórnia na década de 1970 (Arieh e Merzer, 1974), mas nunca foi registrado em Talara. O objetivo desta breve comunicação é reportar observações feitas em alguns afloramentos de petróleo na Quebrada Viejo, afluente menor da Quebrada Mogollon, antes e depois do evento sísmico ocorrido no domingo, 22 de abril de 2007, em Talara. Adicionalmente, foram analisados os dados de produção de fluidos totais (água + petróleo) de 21 poços do Lote X (área sob concessão de Petrobras Energia Peru), em dias anteriores, no dia do evento e no dia posterior ao evento sísmico, a fim de verificar a existência de anomalias produtivas durante o período. Vale ressaltar que estes 21 poços contam com monitoramento automatizado, tornando mais confiáveis os volumes aferidos.


Autores: José Alfredo Borges Daudt, Antonio Benedicto, Eloy Gerardo Pozo

Palavras-chave

Formação Mogollon, Bacia de Talara, Sismicidade, Oil Seep

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Reconstituição Estrutural: validando conceitos e interpretações em Geologia

Decisões importantes ligadas à locação de um poço exploratório sobre uma estrutura mapeada ou as estimativas de volumes potencialmente retidos em uma trapa dependem de interpretações realizadas sobre seções e volumes sísmicos. Uma ferramenta poderosa para validação de interpretações estruturais é a restauração de uma estrutura para sua geometria não-deformada. Este processo consiste na remoção de basculamentos, diápiros,dobras e rejeitos de falhas com o uso de algoritmos computacionais, que  auxiliam o intérprete a descrever o caminho inverso da deformação para uma determinada feição em análise.


Autores:

Palavras-chave

Geologia estrutural

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