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Boletim de Geociências da Petrobras

Publicação:NOV /2007

Volume:15

Número:2

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Editorial, Apresentação e Sumário

A publicação do presente número do Boletim de Geociências da Petrobras, com a nova versão das cartas estratigráficas das bacias brasileiras e respaldado pela chancela da Sociedade Brasileira de Geologia, nos dá vários motivos para comemorar. Primeiro, o de estarmos - a área de exploração da Petrobras - resgatando o cumprimento de um inarredável compromisso com a comunidade brasileira de Geociências e que estava "esquecido" até há alguns anos atrás. Não podemos deixar de afirmar para a sociedade brasileira, com a ênfase e o entusiasmo necessários e com a maior frequência possível, que os mais de 50 anos de sucesso da Petrobras - que é a Petrobras do povo brasileiro - devem-se em boa parte ao trabalho, à competência, ao elevado conhecimento técnico-científico de profissionais da área das Geociências – basicamente geólogos brasileiros.


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Bacias Sedimentares Brasileiras – Cartas Estratigráficas:

Os mais de 50 anos de trabalho exploratório cumulativo empreendido pela Petrobras nas bacias sedimentares brasileiras propiciaram a compilação de um enorme acervo de informações geológicogeofísicas, que permitem hoje uma compreensão segura do arcabouço estratigráfico e estrutural dessas áreas. Apoiados pelas pesquisas em bioestratigrafia e sedimentologia sobre dados de poços e afloramentos, e com um importante suporte da sísmica de reflexão, aos geólogos da Companhia é possível representar o arranjo estratigráfico das várias províncias geológicas na forma de diagramas cronoestratigráficos, as comumente denominadas cartas estratigráficas, representativas dos atributos fundamentais do preenchimento sedimentar-magmático de cada uma das bacias pesquisadas para petróleo no País. Embora apresentadas de maneira isolada em publicações diversas desde os anos 60, foi no Boletim de Geociências da Petrobras v. 8, n. 1, de 1994, que as cartas de todas as bacias foram padronizadas e apresentadas em conjunto.


Autores: Edison José Milani, Hamilton Duncan Rangel, Gilmar Vital Bueno, Juliano Magalhães Stica, Wilson Rubem Winter, José Maurício Caixeta, Otaviano da Cruz Pessoa Neto

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Bacias sedimentares, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Acre

A Bacia do Acre localiza-se no noroeste brasileiro, entre os paralelos 60 S e 90 S e meridianos 720 30’ W e 740 W, nas proximidades da fronteira com o Peru. Possui área total de cerca de 150.000 km2, dos quais 40.000 km2 incluem uma seção não-aflorante de rochas paleozóicas. A Bacia do Acre é limitada a leste pelo Arco de Iquitos, que a separa da Bacia do Solimões; ao norte/noroeste e sul/sudeste prolonga-se respectivamente à Bacia de Marañon e às bacias de Ucayali e Madre de Dios, domínios subandinos de antepaís no Peru. De acordo com a classificação de Bally e Snelson (1980) apud Raja Gabaglia e Figueiredo (1990), a Bacia do Acre é uma perissutura ou uma bacia foredeep assentada sobre litosfera rígida, associada à formação de uma megassutura compressional, o cinturão andino.


Autores: Paulo Roberto da Cruz Cunha

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Bacia do Acre, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Solimões

A Bacia paleozóica do Solimões subdivide-se em duas áreas bem definidas, separadas pelo Arco de Carauari: a Sub-bacia do Jandiatuba, a oeste, e a Sub-bacia do Juruá, a leste, totalizando uma área de aproximadamente 440.000 km2, totalmente compreendida no Estado do Amazonas. Geologicamente, os limites da bacia são: ao norte, o escudo das Guianas; ao sul, o escudo Brasileiro; a oeste, o Arco de Iquitos; e, a leste, o Arco de Purus. É uma bacia desprovida de afloramentos da seção paleozóica, uma vez que os pacotes meso-cenozóicos dos ciclos sedimentares mais jovens, correspondentes às formações Alter do Chão e Solimões, extrapolam em muito a área de ocorrência daquela seção.


Autores: Joaquim Ribeiro Wanderley Filho, Jaime Fernandes Eiras, Pekim Tenório Vaz

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Bacia do Solimões, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Amazonas

Na porção setentrional do continente sul-americano desenvolveram-se as grandes sinéclises intracratônicas do Amazonas, Solimões e Parnaíba. O preenchimento sedimentar das sinéclises abrange grande variação espaço-temporal, uma vez que seus depósitos distribuem-se em escala verdadeiramente continental, abrangendo idades desde o Proterozóico até o Recente. A Bacia do Amazonas, situada entre os crátons das Guianas ao norte e do Brasil ao Sul, possui área de aproximadamente 500.000 km2. Abrange parte dos estados do Amazonas e do Pará e separa-se a leste da bacia tafrogênica do Marajó através do Arco de Gurupá, e a oeste da Bacia do Solimões pelo Arco de Purus. O objetivo principal deste trabalho é atualizar a cronoestratigrafia da coluna sedimentar-ígnea que preenche essa sinéclise intracratônica, à luz dos mais recentes estudos paleontológicos (palinomorfos, conodontes, foraminíferos) e isotópicos (Ar/Ar).


Autores: Paulo Roberto da Cruz Cunha, José Henrique Gonçalves de Melo, Osvaldo Braga da Silva

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Bacia do Amazonas, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Parnaíba

Nos textos geológicos mais antigos, a Bacia do Parnaíba é identificada pelos nomes Bacia do Maranhão ou do Piauí-Maranhão. Ocupa uma área de cerca de 600 mil km2 da porção noroeste do Nordeste brasileiro e, no depocentro, a espessura total de suas rochas atinge cerca de 3.500 m. Esta bacia foi, e continua sendo, objeto de estudos sedimentológicos, estratigráficos, geofísicos e de recursos minerais e energéticos. Geocientistas da Petrobras, da Companhia de Recursos Minerais (CPRM), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), de diversas universidades e empresas realizaram pesquisas básicas e prospecções nessa bacia, e são muitos os trabalhos publicados, tendo-se como referências importantes as seguintes: Lisboa (1914), Plummer (1948), Mesner e Wooldridge (1964), Caputo (1984), Della Fávera (1990) e Rodrigues (1995).


Autores: Pekim Tenório Vaz, Nélio das Graças de Andrade da Mata Rezende, Joaquim Ribeiro Wanderley Filho, Walter Antônio Silva Travassos

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Bacia do Parnaíba, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Paraná

A Bacia do Paraná é uma ampla região sedimentar do continente sul-americano que inclui porções territoriais do Brasil meridional, Paraguai oriental, nordeste da Argentina e norte do Uruguai, totalizando uma área que se aproxima dos 1,5 milhão de quilômetros quadrados. A bacia tem uma forma ovalada com eixo maior N-S, sendo seu contorno atual definido por limites erosivos relacionados em grande parte à história geotectônica meso-cenozóica do continente. O flanco leste da bacia, aí compreendido o trecho entre o Sudeste brasileiro e o Uruguai, foi profundamente modelado pela erosão em função do soerguimento crustal associado ao rifte do Atlântico sul, tendo a remoção de seção sedimentar sido estimada em até 2.500m (Zanotto, 1993). Já o flanco ocidental é definido por uma feição estrutural positiva orientada a norte-sul, um amplo bulge flexural relacionado à sobrecarga litosférica imposta ao continente pelo cinturão orogênico andino (Shiraiwa, 1994). Sobre o bulge inserem-se a região do Pantanal Mato-Grossense e o Arco de Asunción. Para sulsudoeste, a bacia prolonga-se ao Uruguai e Argentina, enquanto a borda norte-nordeste parece representar um limite deposicional original, o que é sugerido pela natureza persistentemente arenosa das diferentes unidades sedimentares da bacia naquele domínio.


Autores: Edison José Milani, José Henrique Gonçalves de Melo, Paulo Alves de Souza, Luiz Alberto Fernandes, Almério Barros França

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Bacia do Paraná, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Tacutu

O rifte intracontinental do Tacutu está situado, geograficamente, numa região de fronteira entre o Brasil, nordeste do Estado de Roraima e da Guiana, distrito de Upper Takutu-Upper Essequibo. No país vizinho, esta bacia é denominada North Savannas gráben (Berrangé e Dearnley, 1975). Do ponto de vista geológico, esta bacia desenvolveu-se na área central do Escudo das Guianas. A fisiografia da região do gráben caracterizase por uma planície, com altitude média em torno de 100 m acima do nível do mar, na qual predomina vegetação do tipo cerrado ou savana (Eiras e Kinoshita, 1990), mas em seu extremo guianense florestas equatoriais são abundantes. Na Guiana, as rochas précambrianas, na borda sul do gráben (montanhas Kanuku), atingem altitudes superiores a 1.000 m, e na borda norte (montanhas Pakaraima) o terreno apresenta escarpas de falhas e altitudes de 180 a 300 m. Este gráben apresenta uma largura média de 0 a 50 km e se estende, segundo uma direção geral NE-SW, por aproximadamente 280 km da confluência dos rios Rupununi e Essequibo, na Guiana, ao Rio Branco, no Estado de Roraima.


Autores: Pekim Tenório Vaz, Joaquim Ribeiro Wanderley Filho, Gilmar Vital Bueno

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Bacia do Tacutu, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia da Foz do Amazonas

A Bacia da Foz do Amazonas corresponde à mais extrema bacia ao norte da margem continental brasileira, situando-se em frente a todo o litoral do Estado do Amapá e parte do litoral noroeste do Estado do Pará. Sua área é de 268.000 km2 (Brandão e Feijó, 1994). Sua exploração processou-se basicamente durante as décadas de 70 e 80, em águas rasas. A retomada do processo exploratório na Foz do Amazonas no final dos anos 90 consistiu de extensa aquisição sísmica 2D e 3D e de uma breve campanha de perfuração de quatro poços exploratórios (três em águas profundas, entre 2001 e 2004). Estes poços visaram basicamente o Cone do Amazonas, a seção superior do Cenozóico (Neógeno e parte do Paleógeno) da Bacia da Foz do Amazonas depositada pelo Rio Amazonas nos últimos 11 Ma.


Autores: Jorge de Jesus Picanço de Figueiredo, Pedro Victor Zalán, Emilson Fernandes Soares

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Bacia da Foz do Amazonas, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Marajó

A Bacia do Marajó situa-se na confluência dos rios Amazonas e Tocantins, Estado do Pará, possuindo uma área de 53.000 km2. Encontra-se ladeada pelas bacias paleozóicas do Amazonas, a oeste, e do Parnaíba, a sudeste. Ao norte, passa lateralmente para a bacia marginal da Foz do Amazonas. Tectonicamente, trata-se de uma bacia meso-cenozóica do tipo aulacógeno (rifte abortado) coberta por uma bacia do tipo sag bem desenvolvida, simetricamente disposta em relação ao rifte profundo não-aflorante. Neste aspecto, sua geometria é semelhante à da Bacia do Mar do Norte, razão pela qual despertou grande interesse na indústria petrolífera no final da década de 80. Nessa ocasião, a companhia multinacional Texaco perfurou cinco poços profundos seguidos na bacia. Muito embora esta campanha não tenha resultado em sucesso exploratório, os dados oriundos desses poços formaram a base sobre a qual a evolução geológica da bacia foi reconstituída.


Autores: Pedro Victor Zalán, Nilo Siguehiko Matsuda

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Bacia do Marajó, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Pará-Maranhão

A Bacia do Pará-Maranhão é uma bacia exclusivamente marítima e situa-se na margem equatorial brasileira aproximadamente entre os meridianos 47oO e 44oO e os paralelos de 10S e 10N, e ocupa uma área de aproximadamente 48.000 km2. Seus limites sudeste (com a Bacia de Barreirinhas) e noroeste (com a Bacia da Foz do Amazonas) são arbitrários e imprecisos, dado que não se conhecem feições tectônicas significativas que compartimentem tais bacias. A oeste, a Plataforma de Ilha de Santana constitui uma barreira de embasamento raso, a partir do qual a bacia se estende para as águas rasas e profundas, até à cota batimétrica de 3.000 m. A Zona de Fratura São Paulo se projeta para o interior da crosta continental aproximadamente no limite norte da bacia, através de dois ramos bem definidos. A origem e evolução desta bacia foram pouco estudadas. Ressaltam-se aqui o trabalho de Zanotto e Szatmari (1987), Brandão e Feijó (1994) e Silva (2007), assim como alguns trabalhos internos da Petrobras.


Autores: Emilson Fernandes Soares, Pedro Victor Zalán, Jorge de Jesus Picanço de Figueiredo, Ivo Trosdtorf Junior

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Bacia do Pará-Maranhão, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Barreirinhas

A Bacia de Barreirinhas situa-se na Margem Equatorial Brasileira, tanto em terra quanto no mar, aproximadamente entre os meridianos 44oO e 42oO e os paralelos de 00 e 30 S. Ocupa uma área de aproximadamente 46.000 km2, dos quais 8.500 km2 são emersos, com a porção marítima estendendo-se até à cota batimétrica de 3.000 metros. A leste, o Alto de Tutóia representa o seu limite com a Sub-bacia de Piauí-Camocim (Bacia do Ceará); a sul, limita-se com o embasamento raso através de falhas de borda que a separam da Plataforma de Sobradinho. A oeste, a Plataforma de Ilha de Santana constitui uma barreira, a partir da qual a bacia estende-se para as águas rasase profundas. Seu limite noroeste é, no momento, arbitrário e tem sido classicamente referido ao meridiano de 44oO. Na realidade, não existe nenhuma feição geológica que justifique a separação das bacias de Barreirinhas e Pará-Maranhão nesta região.


Autores: Ivo Trosdtorf Junior, Pedro Victor Zalán, Jorge de Jesus Picanço de Figueiredo, Emilson Fernandes Soares

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Bacia de Barreirinhas, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacias de Bragança-Viseu, São Luís e Ilha Nova

Estas bacias localizam-se no litoral nordeste do Estado do Pará e noroeste do Estado do Maranhão e constituem grábens desenvolvidos no interior do Cráton de São Luís. Ao norte, a Plataforma de Ilha de Santana separa-as das bacias marítimas de Barreirinhas e Pará-Maranhão. Seu limite sul é marcado pelo Arco de Ferrer-Urbano Santos, desenvolvido sobre a Faixa Móvel Gurupi (neoproterozóica), que separa essas bacias da bacia paleozóica do Parnaíba. As Bacias de Bragança-Viseu e São Luís são bacias transtensionais (pull-apart basins) essencialmente albianas que, por não apresentarem uma fase de subsidência termal, sua característica geometria de rombo-grábens é desprovida de sedimentação pósrifte. Esta transtensão no Albiano foi produzida pela movimentação ao longo das zonas de fraturas Romanche e São Paulo.


Autores: Pedro Victor Zalán

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Bacias de Bragança-Viseu, São Luís e Ilha Nova, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Ceará

A Bacia do Ceará se localiza na plataforma continental da margem equatorial brasileira, abrangendo uma área de aproximadamente 34.000 km2. Seu limite a sudeste com a Bacia Potiguar é definido pelo Alto de Fortaleza, e a oeste limita-se com a Bacia de Barreirinhas pelo Alto de Tutóia. O limite sul é dado pela faixa de afloramento do embasamento cristalino, junto à linha de costa, enquanto ao norte limita-se pelo ramo sul da Zona de Fratura Romanche (Costa et al. 1989 apud Beltrami et al.1994). Devido às características tectônicas e feições estruturais distintas, a Bacia do Ceará foi compartimentada em quatro sub-bacias: Piauí-Camocim, Acaraú, Icaraí e Mundaú, de oeste para leste, que apresentam histórias deposicionais e deformacionais ligeiramente distintas, em função da sua posição geográfica regional (Costa et al. 1989 apud Morais Neto et al. 2003


Autores: Valéria Cerqueira Condé, Cecília Cunha Lana, Otaviano da Cruz Pessoa Neto, Eduardo Henrique Roesner, João Marinho de Morais Neto, Daniel Cardoso Dutra

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Bacia do Ceará, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia Potiguar

A Bacia Potiguar localiza-se no extremo leste da Margem Equatorial Brasileira, compreendendo um segmento emerso e outro submerso. Distribui-se em sua maior parte no Estado do Rio Grande do Norte e, parcialmente, no Estado do Ceará. Geologicamente, é limitada a sul, leste e oeste pelo embasamento cristalino, estendendo-se a bacia marinha para norte até a isóbata de 2.000 m. O Alto de Fortaleza define seu limite oeste com a Bacia do Ceará, enquanto que o Alto de Touros define seu limite leste. A bacia abrange uma área de aproximadamente 48.000 km2, sendo que 21.500 km2 (45%) encontram-se emersos e 26.500 km2 (55%) submersos. O registro estratigráfico inclui três superseqüências: uma Superseqüência Rifte, depositada no Cretáceo Inferior; uma Superseqüência Pós-rifte, depositada durante o Andar Alagoas; e uma Superseqüência Drifte, depositada entre o Albiano e o Recente. A Superseqüência Rifte é representada pelos depósitos flúvio-deltaicos e lacustres das Formações Pendência e Pescada (Berriasiano/Eo-Aptiano). A Superseqüência Pós-rifte é caracterizada pela deposição de uma Seqüência flúviodeltaica, com os primeiros registros de ingressão marinha (Formação Alagamar).


Autores: Otaviano da Cruz Pessoa Neto, Ubiraci Manoel Soares, José Gedson Fernandes da Silva, Eduardo Henrique Roesner, Cláudio Pires Florencio, Carlos Augusto Valentin de Souza

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Bacia Potiguar, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Araripe

Os eventos associados ao rifteamento de Gondwana e à abertura do Atlântico sul atuaram de maneira diferenciada no interior da região Nordeste do Brasil. A reativação de estruturas antigas do embasamento pré-cambriano teve papel muito importante, condicionando a forma e a localização das bacias interiores do Nordeste do Brasil, localizadas entre as bacias Potiguar, do Tucano-Jatobá e do Parnaíba. Implantada em terrenos precambrianos da Zona Transversal da Província Borborema (Brito Neves et al. 2000), a sul do Lineamento de Patos, a Bacia do Araripe é a mais extensa das bacias interiores do Nordeste e a que apresenta, dentre elas, história geológica mais complexa.


Autores: Mario Luis Assine

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Bacia do Araripe, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Pernambuco-Paraíba

A carta estratigráfica da Bacia Pernambuco-Paraíba (BPP) consolida os resultados obtidos por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Geodinâmica e Geofísica, no âmbito do projeto “Avaliação do Potencial Petrolífero da Bacia de Pernambuco-Paraíba”. Esse projeto foi objeto de contrato da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis/Universidade Federal do Rio Grande do Norte/Fundação Norte Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (ANP/UFRN/FUNPEC), e nele foi incluído a análise de toda a base de dados públicos disponíveis na Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis/Banco de Dados de Exploração e Produção (ANP/BDEP), além de outros dados geológicos e geofísicos obtidos pela equipe. Posteriormente, foi possível estudar um conjunto de linhas sísmicas proprietárias abrangendo a Sub-bacia de Pernambuco e a porção norte da Sub-bacia de Alagoas.


Autores: Valéria Centurion Córdoba, Emanuel Ferraz Jardim de Sá, Debora do Carmo Sousa, Alex Francisco Antunes

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Bacia de Pernambuco-Paraíba, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Sergipe-Alagoas

A Bacia de Sergipe-Alagoas limita-se a nordeste com a Bacia de Pernambuco-Paraíba pelo alto de Marogogi, e a sudoeste com a Bacia de Jacuípe, onde o limite é indiviso. Souza-Lima et al. (2002) e Campelo (2006) sugeriram que esse limite seria no sistema de falhas de Guarajuba ou mesmo mais a sul no sistema de falhas de Itapuã, e admitiram que a Bacia de Jacuípe seria uma Sub-bacia de Sergipe-Alagoas. De acordo com Souza-Lima et al. (2002), a Bacia de Sergipe-Alagoas abrangeria as sub-bacias de Jacuipe, Sergipe e Alagoas, bem como a Subbacia do Cabo, que se situa no sul de Pernambuco. Contudo, para admitir essa interpretação, será necessário realizar um trabalho de integração no limite setentrional da Bacia de Sergipe-Alagoas. A Bacia de Sergipe-Alagoas sempre foi abordada em diversos trabalhos como uma bacia única, dentre esses se destacam Lana (1985). Feijó (1994), na última revisão das cartas estratigráficas, individualizou as bacias de Sergipe e Alagoas, estabelecendo o limite das duas bacias no Alto de Japoatã-Penedo. Nessa revisão, a Bacia de Sergipe-Alagoas será tratada como uma única bacia sedimentar, tendo em vista que o Alto de Japoatã-Penedo não caracteriza um divisor de bacias e que está restrito apenas à porção emersa e de águas rasas, não se prolongando até o bloco baixo da charneira Eoalagoas.


Autores: Oscar Pessoa de Andrade Campos Neto, Wagner Souza Lima, Francisco Eduardo Gomes Cruz

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Bacia de Sergipe-Alagoas, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Jacuípe

A Bacia de Jacuípe está localizada na parte setentrional da costa da Bahia, indo aproximadamente de Salvador (latitude 13° S) até a divisa geográfica com o Estado de Sergipe (latitude 11,5° S). O limite nordeste com a Bacia de Sergipe-Alagoas é apenas geográfico, ou seja, praticamente, não existe uma feição geológica pronunciada que divida as duas bacias, enquanto que o limite sudoeste com a Bacia de Camamu situa-se no sistema de falhas de Itapuã. Souza-Lima et al. (2002) e Campelo (2005) sugeriram que a Bacia de Jacuípe seria uma sub-bacia da Bacia de Sergipe-Alagoas, não havendo uma feição geológica expressiva que justifique um limite entre essas duas bacias.


Autores: José Carlos Santos Vieira Graddi, Oscar Pessoa de Andrade Campos Neto, José Maurício Caixeta

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Bacia de Jacuípe, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Recôncavo

A Bacia do Recôncavo localiza-se no Estado da Bahia, Nordeste do Brasil, ocupando uma área de aproximadamente 11.500 km2. Seus limites são representados pelo Alto de Aporá, a norte e noroeste; pelo sistema de falhas da Barra, a sul; pela Falha de Maragogipe, a oeste; e pelo sistema de falhas de Salvador, a leste. A configuração estrutural da bacia relaciona-se aos esforços distensionais que resultaram na fragmentação do Supercontinente Gondwana durante o Eocretáceo, promovendo a abertura do Oceano Atlântico. Sua arquitetura básica é a de um meio-gráben, com falha de borda a leste e orientação geral NE-SW. O mergulho regional das camadas para leste é condicionado por falhamentos normais planares com direção preferencial N30°E. Zonas de transferência com orientação N40°W acomodaram taxas de extensão variáveis entre diferentes compartimentos da bacia ao longo de sua evolução. Segundo Abrahão e Warme (1990), o campo de tensões responsável pelo rifteamento teria atuado entre o Mesojurássico e o Eocretáceo.


Autores: Olívio Barbosa da Silva, José Maurício Caixeta, Paulo da Silva Milhomem, Marilia Dietzsch Kosin

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Bacia do Recôncavo, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Sub-bacias de Tucano Sul e Central

A Bacia de Tucano localiza-se no nordeste do Estado da Bahia, ocupando uma área de aproximadamente 30.500 km2. Feições estruturais com direção NW-SE permitem subdividi-la nas sub-bacias de Tucano Sul, Tucano Central e Tucano Norte. Neste capítulo, discute-se a estratigrafia das sub-bacias de Tucano Sul e Central que, em função das similaridades de seu arcabouço estrutural e registro sedimentar, podem ser representadas através de uma única carta estratigráfica. As sub-bacias de Tucano Sul e Central possuem áreas de cerca de 7.000 km2 e 14.700 km2, respectivamente. O limite entre ambas é pouco definido, estando representado pela Zona de Acomodação do Rio Itapicuru (Magnavita et al. 2003). A norte, o Tucano Central separa-se do Tucano Norte pela Zona de Acomodação do Vaza-Barris. A sul, o limite entre a Sub-bacia de Tucano Sul e a Bacia do Recôncavo é dado pelo Alto de Aporá. A leste, as falhas de Inhambupe e Adustina constituem, respectivamente, os limites das sub-bacias de Tucano Sul e Central. A oeste, o contato com o embasamento é discordante ou definido através de uma monoclinal com falhas de pequeno rejeito (Magnavita et al. 2003).


Autores: Ivan Peixoto Costa, Paulo da Silva Milhomem, Gilmar Vital Bueno, Hélio Sérgio Rocha Lima e Silva, Marília Dietzsch Kosin

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Sub-bacias de Tucano Sul e Central, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Sub-bacia de Tucano Norte e Bacia de Jatobá

A Sub-bacia de Tucano Norte e a Bacia de Jatobá ocupam uma área de cerca de 13.800 km2, que abrange a extremidade nordeste do Estado da Bahia e, no caso desta última bacia, também a porção centro-sul de Pernambuco. A estratigrafia de ambas as bacias é aqui discutida de forma integrada em função das similaridades de seu arcabouço estrutural e registro sedimentar que as diferenciam das sub-bacias do Tucano Sul e Central. Uma única carta sintetiza as principais características de seu arcabouço estratigráfico. A Sub-bacia de Tucano Norte, com cerca de 8.800 km2, possui uma orientação geral N-S. Seu limite com a Bacia de Jatobá é dado pela Falha de São Francisco, a nordeste. A sul, a Zona de Acomodação do Vaza-Barris a separa do Tucano Central. O contato com o embasamento é definido pela Falha de São Saité, a oeste, e, por discordância ou falhas de pequeno rejeito, a leste. A Bacia de Jatobá ocupa uma área de aproximadamente 5.000 km2 com orientação NE-SW. As falhas de São Francisco, a oeste, e Ibimirim, a norte, constituem seus principais limites estruturais. A sul e a leste, seu contato com o embasamento é discordante ou ocorre mediante falhas de pequeno porte. A Sub-bacia de Tucano Norte e a Bacia de Jatobá representam a extremidade setentrional do Sistema Rifte Recôncavo-Tucano-Jatobá, estando sua origem relacionada à extensão crustal que fragmentou o Supercontinente Gondwana, dando origem ao Oceano Atlântico. Ao contrário das bacias da mar gem continental, que evoluíram ao estágio de margem passiva, as bacias do Recôncavo, Tucano e Jatobá constituem um ramo do Rifte Sul-Atlântico abortado no Eoaptiano.


Autores: Ivan Peixoto Costa, Gilmar Vital Bueno, Paulo da Silva Milhomem, Hélio Sérgio Rocha Lima e Silva, Marília Dietzsch Kosin

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Sub-bacia de Tucano Norte e Bacia de Jatobá, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Camamu

A Bacia de Camamu situa-se na costa leste brasileira, entre os paralelos 13° e 14° Sul, ocupando uma área de 12.929 km2, se considerada sua porção emersa e sua porção marinha até a cota batimétrica de 3.000 m. Ao norte, seu limite com as bacias do Recôncavo e Jacuípe é dado pela Falha da Barra, uma importante feição regional que corta a bacia na direção leste-oeste. Ao sul, o limite é apenas geográfico com a Bacia de Almada, observando-se uma continuidade tanto estrutural quanto estratigráfica entre ambas as bacias. Em outras palavras, não existe uma feição geológica expressiva ao nível do embasamento que as delimite. Observam-se, no entanto, particularidades estratigráficas que justificam um tratamento diferenciado entre as mesmas, com destaque na Bacia de Camamu para o papel subordinado da seqüência evaporítica no que diz respeito à presença de halita. Em seu registro sedimentar, a Bacia de Camamu apresenta quebras marcantes relacionadas a superfícies de discordância que delimitam treze seqüências estratigráficas. Essas seqüências compreendem sedimentos jurássicos de uma fase prérifte, evoluindo para as seqüências de preenchimento dos riftes eocretáceos e culminando com a sedimentação marinha. A história evolutiva da Bacia de Camamu está marcada mais pelas erosões e hiatos deposicionais do que pela continuidade da sedimentação, conforme atestam os 41 poços perfurados até agosto de 2006 e os dados sísmicos disponíveis.


Autores: José Maurício Caixeta, Paulo da Silva Milhomem, Robson Egon Witzke, Ivan Sérgio Siqueira Dupuy, Guilherme Assunção Gontijo

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Bacia de Camamu, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Almada

A Bacia de Almada localiza-se na costa leste brasileira, limitada pelos paralelos 14° e 14° 37’ sul, ocupando uma área de aproximadamente 17.300 km2, quando considerado o limite de crosta continental-crosta oceânica, e de 9.500 km2 se considerada a cota batimétrica de 3.000 m. Limita-se a norte com a Bacia de Camamu, sendo este limite ainda especulativo, mas aqui assumido como sendo o Alto de Taipus, identificado em águas rasas, na altura do paralelo 14° 10’. Ao sul, o alto do embasamento nominado de Alto de Olivença separa-a da Bacia do Jequitinhonha. O limite oeste com o embasamento pré-cambriano é definido por falhas normais, sendo a principal a Falha de Aritaguá. A parte terrestre da bacia é bastante estreita e, próximo a Ilhéus, ocorre um pequeno enclave de bacia, onde afloram sedimentos jurássicos e cretáceos.


Autores: Guilherme Assunção Gontijo, Paulo da Silva Milhomem, José Mauricio Caixeta, Ivan Sérgio Siqueira Dupuy, Paulo Eduardo de Lemos Menezes

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Bacia de Almada, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Jequitinhonha

A Bacia de Jequitinhonha situa-se na costa sul do Estado da Bahia, entre os paralelos 14 o 37’ Sul e 16 o 24’ Sul, na costa leste do Brasil. Ela possui uma área de 25.685 km2 até a cota batimétrica de 3.500 m (Caixeta et al. 2006). Seu limite norte com a Bacia de Almada ocorre no Alto de Olivença (Santos et al. 1994) e o limite sul com o Alto de Royal Charlote. A parte emersa da bacia perfaz 5.535 km2 , cerca de 20% da área total da bacia. Trinta e um poços exploratórios foram perfurados na bacia, todos localizados em terra ou na área proximal, portanto, o conhecimento geológico da bacia em sua porção média e distal baseia-se em dados sísmicos. Inicialmente, levantamentos sísmicos foram efetuados por dezessete equipes sísmicas 2D em diferentes áreas da bacia. Posteriormente, foi adquirido um levantamento 2D SPEC em toda a bacia com o objetivo de eqüalizar os parâmetros sísmicos de aquisição e processamento, permitindo uma melhor caracterização na continuidade dos eventos geológicos. Mais recentemente, dois levantamentos sísmicos 3D foram adquiridos (um no bloco BM-J-1, área rasa) e outro no BM-J-3 e 4 (porção média e profunda). Portanto, o conhecimento de grande parte da bacia se baseia nas informações obtidas em linhas sísmicas 2D e 3D adquiridas na parte média e distal, pois o poço mais distal foi perfurado em lâmina d’água de 880 metros. O imageamento sísmico propiciado principalmente pelo levantamento sísmico 3D no BM-J-3 e 4 permitiu descortinar a individualização das unidades estratigráficas da bacia, assim como sua arquitetura deposicional e posterior movimentação causada principalmente pela movimentação de sal.


Autores: Hamilton Duncan Rangel, José Luiz Flores de Oliveira, José Maurício Caixeta

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Bacia de Jequitinhonha, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Cumuruxatiba

Localizada no Nordeste do Brasil, no extremo sul do Estado da Bahia, a Bacia de Cumuruxatiba posiciona-se entre as cidades de Santa Cruz de Cabrália e Caravelas e os paralelos 16º24’ e 17º35’ sul. Está cercada pelos bancos vulcânicos de Royal Charlotte, a norte; Abrolhos, a sul; e Sulphur Minerva, a leste. A extensão da bacia é de cerca de 30 mil km2, dos quais 7 mil km2 em sua área emersa e 23 mil km2 na porção imersa até o limite oeste do banco vulcânico de Sulphur Minerva. Em Cumuruxatiba, a primeira aquisição sísmica se deu no ano de 1968 e o primeiro poço foi perfurado em 1970. Atualmente, existe um total de 43 poços, 24,5 mil km de sísmica 2D e 2,5 mil km2 de sísmica 3D, utilizados na interpretação. A carta estratigráfica aqui apresentada é uma atualização da carta estratigráfica de Santos et al. (1994) e agrega o conhecimento geológico adquirido através dos trabalhos anteriores de interpretação exploratória (Rodovalho et al. 2003). O trabalho se baseia em um estudo cronoestratigráfico com a delimitação das principais sequências deposicionais, correlacionáveis nas bacias da costa leste, em especial às bacias vizinhas do Espírito Santo, a sul, e do Jequitinhonha, a norte. Na porção emersa da bacia encontram-se somente sedimentos do Paleógeno e Neógeno sobre o embasamento cristalino. Já na região imersa, os poços atravessaram rochas sedimentares (Neojurássico ao Neógeno) e vulcânicas (Paleógeno). A compartimentação tectônica de Cumuruxatiba possui forte condicionamento imposto pelo embasamento são reconhecidas quatro fases tectonosedimentares principais: a Pré-Rifte (neste trabalho), a Rifte, a Pós-Rifte e a Drifte. Empilhadas sobre o embasamento, da base para o topo, foram discriminadas as Seqüências J20-K05, K10-K20, K30, K40-K50, K60-K84, K86-K90,K100-K130, E10-E30, E40-E70, E80-N50 e N60 que contêm as seguintes unidades litoestratigráficas: Grupo Cumuruxatiba com as formações Monte Pascoal e Porto Seguro; Grupo Nativo, que engloba as formações Cricaré e Mariricu (membros Mucuri e Itaúnas); Grupo Barra Nova, constituído pelas formações São Mateus e Regência; Grupo Espírito Santo, composto pelas formações Urucutuca, Abrolhos, Caravelas e Rio Doce; e a Formação Barreiras.


Autores: Norberto Rodovalho, Rogério Cardoso Gontijo, Clovis Francisco Santos, Paulo da Silva Milhomem

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Bacia de Cumuruxatiba, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Mucuri

A Bacia de Mucuri situa-se no extremo sul do Estado da Bahia, entre os paralelos 17º 35’ e 18º 21’, cujos limites são: a norte pela interseção com a linha de costa e o embasamento raso, a oeste pelo embasamento cristalino, a sul pela Bacia do Espírito Santo, e a leste pelo limite crosta continental/crosta oceânica, totalizando uma área aproximada de 14.800 km2 (França, 2004), dos quais 1.300 km2 referem-se à bacia terrestre. A existência do Banco de Abrolhos a leste, praticamente coloca toda a bacia em águas rasas, apresentando, em média, batimetrias de 30 a 40 m. A existência do Complexo Vulcânico de Abrolhos, vento magmático de grande magnitude, formado durante o Paleógeno, confere à Bacia de Mucuri, assim como na Bacia do Espírito Santo, uma fisiografia peculiar, evidenciada por um alargamento da plataforma continental superior a 200 km. O potencial exploratório da porção marinha da bacia é pouco conhecido devido à baixa resolução dos dados sísmicos até agora adquiridos na região do Complexo Vulcânico de Abrolhos. O primeiro levantamento gravimétrico terrestre ocorreu entre os anos de 1957 e 1960, enquanto que o marítimo ocorreu em 1969. Atualmente, a bacia conta com 43 poços exploratórios dos quais 14 foram perfurados na porção submersa. A partir dos primeiros anos da década de 70, as bacias de Mucuri e Cumuruxatiba adotaram a mesma carta estratigráfica proposta para a Bacia do Espírito Santo (Asmus et al. 1971). A última versão, publicada foi de Vieira et al. (1994), trazendo as duas bacias em uma única carta. A carta estratigráfica da Bacia de Mucuri sempre esteve subordinada à Bacia do Espírito Santo devido à semelhança dessas duas bacias. Mais recentemente ficaram evidentes certas particularidades que motivaram a elaboração de cartas estratigráficas distintas para as duas bacias. Como exemplo destas evidências pode-se citar a influência do vulcanismo de Abrolhos, que parece ter sido mais intenso na Bacia de Mucuri, principalmente na parte terrestre da bacia. Isto também se reflete na diversidade de estilos estruturais. Através de estudos anteriores, a Bacia de Mucuri pode ser subdividida em cinco compartimentos estruturais. Partindo-se da porção terrestre em direção leste tem-se: embasamento raso, plataforma (Plataforma de Nova Viçosa e Paleocânion de Mucuri), rampa, patamar intermediário e bacia profunda. Os três primeiros compartimentos situam-se na porção terrestre, enquanto os outros dois na parte marinha. O patamar intermediário é separado da bacia profunda através de uma falha normal, de direção NE/SW, coincidente com a ‘Charneira Pré-Alagoas’.


Autores: Rosilene Lamounier França, Antonio Cosme Del Rey, Cláudio Vinícius Tagliari, Jairo Rios Brandão, Paola de Rossi Fontanelli

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Bacia de Mucuri, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do Espírito Santo

A Bacia do Espírito Santo está situada no Estado do Espírito Santo, delimitada a sul com a Bacia de Campos, através do Alto de Vitória, e a norte com a Bacia de Mucuri. Possui uma área explorável de aproximadamente 41.500 km2, dos quais 3.000 km2 referem-se à bacia terrestre, considerando a fronteira leste coincidente com o limite crosta continental/oceânica. A existência do Banco de Abrolhos, a leste, atribui à bacia uma fisiografia particular, evidenciada por um alargamento da plataforma continental, que de uma média de 40 km de largura a sul alcança cerca de 240 km na porção centro-norte. O conhecimento adquirido ao longo de 50 anos de exploração, com centenas de poços exploratórios e inúmeras linhas sísmicas 2D e 3D, nas porções terrestre e marinha de águas rasas, profundas e ultraprofundas, somado a contínua integração de novos dados, foram fundamentais para a atualização da Carta Estratigráfica da Bacia. A primeira estratigrafia formal da Bacia do Espírito Santo foi apresentada por Asmus et al. (1971), seguida de várias alterações, culminando com a carta apresentada por Vieira et al. (1994). Este trabalho resume o conhecimento adquirido desde a sua última publicação, enfatizando a cronoestratigrafia. Entretanto, os princípios litoestratigráficos que embasam este trabalho seguem os mesmos estabelecidos na última edição da carta estratigráfica (Vieira et al. 1994).


Autores: Rosilene Lamounier França, Antônio Cosme Del Rey, Cláudio Vinícius Tagliari, Jairo Rios Brandão, Paola de Rossi Fontanelli

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Bacia do Espírito Santo, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Campos

A Bacia de Campos localiza-se no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro e a sul do Estado do Espírito Santo, limitada a norte pelo Arco de Vitória e, a sul pelo Arco de Cabo Frio. Possui uma área aproximada de 100.000 km2, com mais de 1.600 poços perfurados ao longo de mais de três décadas de exploração petrolífera. Economicamente, é a bacia brasileira mais prolífica, alojando mais de 90% das reservas petrolíferas brasileiras atuais. A primeira carta estratigráfica da Bacia de Campos data de 1973, compilada por Schaller (1973) a partir dos resultados da perfuração dos primeiros poços na bacia. Seguiram-se várias atualizações, sendo a última a de Rangel et al. (1994), todas com foco em litoestratigrafia. A presente carta resume o conhecimento atual da bacia, com ênfase na análise cronoestratigráfica, onde foram mapeadas as principais seqüências deposicionais com registro em todas as demais bacias costeiras brasileiras. Além dos dados de poços e sísmica, foram utilizadas tabelas bioestratigráficas in ternas da Petrobras, calibradas com tabelas de tempo de Gradstein et al. (2004).


Autores: Wilson Rubem Winter, Ricardo Jorge Jahnert, Almério Barros França

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Bacia de Campos, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Santos

A Bacia de Santos situa-se na região sudeste da margem continental brasileira, entre os paralelos 23o e 28o Sul, ocupando cerca de 350.000 km2 até a cota batimétrica de 3.000 m. Abrange os litorais dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, limitando-se ao norte com a Bacia de Campos pelo Alto de Cabo Frio e ao Sul com a Bacia de Pelotas pela Plataforma de Florianópolis. A litoestratigrafia da Bacia de Santos foi inicialmente definida na década de 70. Em seguida, Pereira e Feijó (1994), com poucos poços disponíveis, estabeleceram um excelente arcabouço crono-estratigráfico em termos de seqüências deposicionais. Este trabalho visa atualizar o arcabouço cronolitoestratigráfico da bacia com ênfase na individualização em seqüências deposicionais, em função do grande volume de dados obtido nos últimos anos.


Autores: Jobel Lourenço Pinheiro Moreira, Cláudio Valdetaro Madeira, João Alexandre Gil, Marco Antonio Pinheiro Machado

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Bacia de Santos, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia de Pelotas

Dentro do conjunto de bacias geradas pela ruptura do Gondwana Oeste e da formação do Oceano Atlântico Sul, a Bacia de Pelotas é a mais meridional na costa brasileira. O segmento de seaward dipping reflections (SDRs) presente na bacia e que se estende até a Bacia de São Jorge, na Argentina, demonstra um desenvolvimento concordante com os das bacias atlânticas ao sul do continente americano. Estas bacias apresentam certas peculiaridades, entre elas a rica constituição magmática do seu preenchimento, que pode caracterizá-las como um exemplo de margem vulcânica (Talwani e Abreu, 2000). Ainda devido às condições de mar aberto, não houve o desenvolvimento da seção evaporítica aptiana, que é particularmente notável a partir da Bacia de Santos. A bacia situa-se entre o Alto de Florianópolis, limite com a Bacia de Santos, e o Alto de Polônio, no Uruguai. Esta pode ser dividida em duas sub-bacias: Norte, a partir do Terraço de Rio Grande até o Alto de Florianópolis, e Sul, do Terraço em direção ao Alto de Polônio (Silveira e Machado, 2004).


Autores: Gilmar Vital Bueno, Angélica Alida Zacharias, Sergio Goulart Oreiro, José Antonio Cupertino, Frank U. H. Falkenhein, Marcelo A. Martins Neto

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Bacia de Pelotas, Estratigrafia, carta estratigráfica

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Bacia do São Francisco

A Bacia do São Francisco é uma bacia intracratônica policíclica pouco deformada na parte central e deformada em suas bordas por ser ladeada por duas faixas móveis compressionais: a oeste (Faixa Brasília) e a leste (Faixa Araçuaí). A bacia é preenchida, predominantemente, por rochas sedimentares proterozóicas (Supergrupo Espinhaço e Grupos Arai, Paranoá, Macaúbas e Bambuí), cobertas por manchas remanescentes de rochas sedimentares permo-carboníferas (Grupo Santa Fé), eocretácicas (Grupo Areado), por rochas vulcânicas neocretácicas (Grupo Mata da Corda) e por uma chapada composta por arenitos de idade neocretácica (Grupo Urucuia). Aplica-se o nome Bacia Sanfranciscana para a área de ocorrência desses depósitos fanerozóicos (Sgarbi et al. 2001).


Autores: Pedro Victor Zalán, Paulo César Romeiro Silva

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Bacia do São Francisco, Estratigrafia, carta estratigráfica

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A primeira carta

Cartas estratigráficas são ferramentas de ampla utilização em estudos de bacias sedimentares. De modo esquemático, ficam evidenciados nestes desenhos importantes atributos da área estudada: a posição relativa – sucessão – dos estratos e sua representatividade em áreas e no tempo geológico; a natureza litológica das camadas e as variações laterais de fácies sedimentares; a presença de rochas ígneas intrusivas ou extrusivas; as lacunas na história geológica daquela bacia, e muitos outros.


Autores:

Palavras-chave

carta estratigráfica

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