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Boletim de Geociências da Petrobras

Publicação:MAI /2009

Volume:17

Número:1

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Expediente, Apresentação e Sumário

O I Simpósio de Geologia do Embasamento (I SGE) aconteceu na cidade do Rio de Janeiro no período de 24 a 27 de março de 2009, nas dependências do Edifício Cidade Nova (Edicin), nas instalações da Universidade Petrobras (UP) (fig. 1). Apesar de um período de expressiva crise econômica internacional, foi possível viabilizá-lo com criatividade, originando um evento simples, mas com rico conteúdo técnico e científico, com ênfase na atual visão de negócio e alinhado ao planejamento estratégico da Companhia. O simpósio, além de superar as expectativas e agradar a todos os envolvidos, promoveu a troca de experiências e de informações sobre procedimentos, técnicas, inovações e pesquisas na área da geologia de embasamento que são de fundamental interesse da Petrobras.


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Conceitos, feições diagnósticas e exemplos sísmicos de dobras associadas a falhas distensionais na seção rifte das bacias de Campos e Santos

O cenário atual das descobertas controladas por estruturas do rifte torna crítica a necessidade de quantificações e predições para melhores estimativas do risco exploratório. O reconhecimento de dobras associadas a falhas distensionais é crucial, pois evita interpretações incoerentes e permite o melhor entendimento dos padrões de dispersão e espessura de sedimentos, distribuição de zonas intensamente fraturadas e das prováveis rotas de migração e trapeamento de petróleo. Nas bacias da margem continental brasileira, dobras não são feições comumente associadas a falhas distensionais, com exceção dos rollovers relacionados à halocinese. Nos intervalos pré, sin e pós-rifte das bacias de Campos e Santos, feixes N-S de dobras são estruturas comuns nos blocos baixos ou imediatamente acima das terminações em profundidade das falhas do embasamento. Compressão regional, compactação diferencial e compressões locais em sítios transpressivos são as causas mais prováveis de geração dessas dobras, que podem se formar como resultado da combinação entre cinemática, quantidade de deslizamento e geometria das falhas. São dois os principais tipos de dobras associadas a falhas distensionais: dobras por flexão de falha, formadas pela ativação de bandas de cisalhamento, em resposta a mudanças de mergulho do plano de falha e dobras por propagação de falha, que se formam quando rochas sedimentares estratificadas repousam acima de falhas do embasamento soterradas. A movimentação de blocos do embasamento ao longo do plano da falha cega dobra as camadas sobrejacentes, sem que, necessariamente, elas se rompam, gerando monoclinais com vergência para o bloco abatido. Nesse caso, deslizamentos interestratais subsidiários podem transferir lateralmente a deformação, permitindo a nucleação de feixes de dobras paralelas ao traço da falha subjacente. As relações entre a geometria das dobras e a das falhas tornam a interpretação dessas estruturas muito mais preditivas, permitindo estimativas de timing da deformação, quantificação do estiramento, qualidade de reservatório e atributos de fraturas. Nas bacias de Campos e Santos, dobras por flexão de falhas regionais podem controlar a distribuição de altos e baixos do embasamento, a localização de depocentros e de zonas fraturadas. Feixes de dobras acima das terminações em profundidade de falhas normais, comumente encontradas nas sequências acamadadas do rifte da Bacia de Santos, podem ser a expressão de dobras por propagação de falhas. Neste trabalho, exemplos sísmicos das bacias de Campos e Santos são usados para ilustrar o significado das dobras distensionais e sua aplicação na exploração.


Autores: Mário Neto Cavalcanti de Araújo, Paulo Cézar Santarem da Silva, Gabriel Correa de Matos, Rodrigo Dias Lima.

Palavras-chave

dobras distensionais, dobras por flexão de falha, dobras por propagação de falha, expressão sísmica

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Evidências de terras altas no Campaniano da Bacia do Espírito Santo

A análise palinológica realizada em quatro poços da Bacia do Espírito Santo revelou uma abundância expressiva de grãos de pólen pertencentes à espécie denominada Callialasporites sp. cf. Perotrilites sp. sensu Herngreen (1975), na seção sedimentar entre o Campaniano e o Maastrichtiano, em especial, no Campaniano médio. Esta grande quantidade de grãos de pólen foi interpretada como uma resposta adaptativa da paleoflora às condições paleoecológicas favoráveis. O gênero Callialasporites está relacionado à família das podocarpáceas (gimnosperma), cujos representantes atuais se desenvolvem, preferencialmente, em regiões montanhosas. Dessa forma, foi possível associar a abundância destes grãos de pólen à instalação de uma paleoflora de podocarpáceas que se desenvolveu em regiões de terras altas durante o Mesocampaniano. Os dados obtidos pela análise de traços de fissão em apatita utilizados neste trabalho foram desenvolvidos no projeto “Evolução Tectônica e História Térmica da Margem SE do Brasil e W da África” (UFRGS/UNICAMP/Petrobras). De acordo com essa análise, um importante evento tectônico, responsável pelo processo de soerguimento e posterior denudação daquela área, foi caracterizado na região costeira do estado do Espírito Santo durante o Campaniano (80 Ma), corroborando a interpretação proposta pela palinologia para explicar a abundância de Callialasporites sp. cf. Perotrilites sp.sensu Herngreen (1975). Este evento seria o responsável pela geração de um relevo expressivo, que favoreceu a instalação de uma paleoflora de podocarpáceas adaptada a condições paleoecológicas montanhosas.


Autores: José Ricardo Maizatto, Cecília Cunha Lana, Andrea Wallau Souto Ribeiro, Elizabete Pedrão Ferreira

Palavras-chave

Palinologia, Callialasporites, Campaniano, terras altas, traços de fissão em apatita

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O soerguimento do domínio Macururé e sua influência na sedimentação turbidítica no Cretáceo Superior da Sub-bacia de Sergipe, Bacia de Sergipe-Alagoas

A Bacia de Sergipe-Alagoas situa-se no nordeste do Brasil, em um contexto regional que inclui terrenos geológicos de diferentes idades e ambiências tectônicas. Os terrenos pré-cambrianos componentes do Escudo Atlântico são: Cráton do São Francisco, Maciço Pernambuco-Alagoas e Faixa Sergipana. Os terrenos fanerozoicos estão distribuídos nos riftes juro-cretácicos abortados das bacias do Recôncavo, Tucano e Jatobá, além da Bacia de Sergipe-Alagoas, foco deste trabalho. A Formação Calumbi, associada à sedimentação da fase drifte da bacia em estudo, constitui um importante alvo na exploração e produção de hidrocarbonetos, com reservatórios senonianos presentes nos campos de Ilha Pequena, cidade de Aracaju, Angelim, Brejo Grande, Ponta dos Mangues, Salgo, Robalo, Mero e Piranema. No Terciário, são produtores os campos de Guaricema e Dourado. O estudo detalhado da gênese e processos envolvidos na erosão, transporte e deposição dos arenitos do Cretáceo Superior da Sub-bacia de Sergipe elevaram a compreensão sobre a evolução sedimentar e estrutural da Bacia de Sergipe-Alagoas durante o Senoniano. Os estudos de proveniência da Formação Calumbi, que incluíram geoquímica de granadas, traço de fissão de apatita, sedimentologia e sísmica, indicam o Domínio Macururé (porção setentrional da Faixa Sergipana) como a principal fonte dos arenitos campanianos/maastrichtianos, com subordinada contribuição do Cráton do São Francisco. O soerguimento diferencial desses terrenos pode ter origem nos movimentos relacionados à ativação de grandes zonas de fratura oceânicas (zonas de fratura de Sergipe e Maceió-Ascensão), induzidas pela expansão do assoalho oceânico e controladas por antigas zonas de cisalhamento no embasamento (falhas associadas aos sistemas de Vaza-Barris e São Miguel do Aleixo).


Autores: Cristiano Camelo Rancan, Filipe Silva Lira, Edison Massato Nishimura, Ana Lucia Novaes de Araújo

Palavras-chave

Bacia de Sergipe-Alagoas, Cretáceo Superior, Formação Calumbi, Campo de Piranema, turbiditos, área-fonte, Faixa Sergipana, Domínio Macururé, Cráton do São Francisco

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Controle do embasamento no rifteamento das bacias de Camamu e Almada

As bacias de Camamu e Almada localizam-se na costa do estado da Bahia, entre as cidades de Salvador e Ilhéus. Ambas repousam sobre rochas paleoproterozoicas do Orógeno Itabuna-Salvador-Curaça e neoproterozoicas do Orógeno Araçuaí. A história policíclica destes dois orógenos deixou uma herança de cinturões de dobramentos e zonas de cisalhamento quilométricas, possivelmente reativadas durante a instalação do sistema de riftes Cretáceos. Nas bacias de Camamu e Almada, as reativações ocorreram ao longo de zonas de cisalhamento transpressivas do Cinturão Itabuna-Salvador-Curaçá e do Orógeno Araçuaí. Neste trabalho, é mostrado que os principais episódios de reativação aproveitaram feixes de lineamentos NWSE, N-S e NE-SW das zonas de cisalhamento Salvador, Itabuna e Itaju do Colônia. Estas zonas de cisalhamento possivelmente funcionaram como falhas transversais, influenciando na iniciação, propagação e registro tectono-estratigráfico do rifteamento. Nas duas bacias, a reativação das estruturas pré-cambrianas foi registrada de modo distinto, refletindo em padrões diferentes de distribuição dos depocentros, segmentação interna,halocinese e estilo tectônico.


Autores: Talles Souza Ferreira, José Maurício Caixeta, Fabrizio Dias Lima

Palavras-chave

Bacia de Camamu, Bacia de Almada, Controle de embasamento, Bacia rifte

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O embasamento das bacias do Recôncavo, de Tucano e de Jatobá – uma visão a partir das cartas geológicas do Brasil ao milionésimo

O Sistema Rifte Reconcavo-Tucano-Jatoba instalou-se na regiao limitrofe das provincias Sao Francisco e Borborema, cujas estruturas controlaram sua abertura. A Bacia do Reconcavo e as sub-bacias de Tucano Sul e Central tem como embasamento o Cinturao Bahia Oriental (nordeste da Provincia Sao Francisco), evoluído durante a Orogenia Paleoproterozoica (Riaciana) e estruturado segundo zonas de cisalhamento N-S (ramo intracontinental) e NE-SW (ramo costeiro), responsaveis, respectivamente, pela orientacao dos riftes Tucano e Reconcavo. O ramo intracontinental e constituído por blocos/microplacas arqueanos, compostos por ortognaisses granuliticos e/ou migmatiticos (Serrinha,Itabuna-Curaca, Jequie e Salvador-Ilheus) amalgamados e intensamente deformados no Paleoproterozoico, enquanto o ramo costeiro e constituido por arcos magmaticos paleoproterozoicos. Embora também possua orientacao geral N-S, a Sub-bacia de Tucano Norte apresenta caracteristicas estruturais distintas das bacias ao sul, por instalar-se no limite da Provincia São Francisco com a Subprovincia Meridional da Provincia Borborema. Esta subprovincia possui orientacao geral NW-SE a NE-SW, resultado de tectonica compressiva com vergencia para sul/sudoeste, que carreou seus terrenos por sobre os da Provincia Sao Francisco, durante a Orogenia Brasiliana. A Bacia de Jatoba instalou-se sobre o Terreno Pernambuco-Alagoas, controlada por estruturas NE-SW e balizada ao norte pelo Lineamento Pernambuco. A Subprovincia Meridional esta dividida nos terrenos Pernambuco-Alagoas e Caninde-Maranco, constituidos por complexos ortognaissicos e sequencias metavulcanossedimentares, e na Faixa de Dobramentos Sergipana, que compreende rochas metassedimentares siliciclasticas e carbonaticas. Sobre as rochas arqueanas/ paleoproterozoicas da Provincia Sao Francisco, foi depositada a Cobertura Cratonica Estancia, cronocorrelata a Faixa de Dobramentos Sergipana. Durante o Cambriano-Ordoviciano, formaram-se as bacias molassicas Palmares e Jua, sobre a Cobertura Estancia e a Faixa de Dobramentos Sergipana, respectivamente. O grande volume de dados geologicos e geofisicos obtidos nas ultimas decadas sobre o embasamento das bacias do Reconcavo-Tucano-Jatoba dao subsidio a estudos de proveniencia e de quimioestratigrafia, alem de auxiliarem no mapeamento de estruturas e modelagem de bacias.


Autores: Marília Dietzsch Kosin

Palavras-chave

sistema Rifte Recôncavo-Tucano-Jatobá, embasamento, tectônica, estratigrafia

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Caracterização das falhas de transferência na porção norte da Bacia de Santos a partir da integração de dados geológicos e geofísicos

No embasamento pré-cambriano aflorante no continente, foram identificadas e caracterizadas estruturas que se dirigem transversal/subtransversalmente à costa. Essas estruturas foram analisadas em imagens de modelo digital de elevação SRTM 90m, extraindo-se lineamentos NW-SE que interceptam as estruturas NE-SW do embasamento. Esses lineamentos foram selecionados, classificados em 48 segmentos que se projetam para offshore e correlacionados com estruturas da bacia. Nesta, foram interpretadas 25 seções sísmicas 2D, 12 perfis de poços e dados de métodos potenciais, identificando-se os horizontes estratigráficos chave e as principais estruturas, e gerando mapas estruturais de cada horizonte. Foram detectadas seis falhas de transferência (FTs) nomeadas FT-1 a FT-6, cujas extensões no continente correspondem a lineamentos designados FC1 a FC6. As FTs foram relacionadas com falhas de transferência e com a evolução e deformação da porção norte da Bacia de Santos. Nas seções sísmicas, essas falhas apresentam deslocamentos laterais em estruturas-em-flor, inversão de rejeito passando de normal no topo para reverso na base, mudanças abruptas na espessura ou mesmo desaparecimento dos refletores. No mapa estrutural do Embasamento e do Topo do Rifte, as falhas controlam alguns depocentros e, em algumas áreas, observam-se deslocamentos. Os mapas de métodos potenciais indicam que, em algumas áreas, há deslocamentos acentuados das anomalias associados às FTs. Em algumas seções sísmicas, notase reativação das FTs quando interceptam horizontes, desde o embasamento até as camadas mais recentes. A integração dos dados em ambiente 3D permitiu observar a extensão das FTs nas descontinuidades do continente.


Autores: Iata Anderson de Souza, Hans Dirk Ebert (in memorian), Joel Carneiro de Castro, Adilson Viana Soares Jr., Gustavo Henrique Teixeira da Silva, Carlos Felipe Benvenutti

Palavras-chave

falhas de transferência, lineamentos tectônicos, Bacia de Santos

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Estudo preliminar de integração do Pré-Cambriano com os eventos tectônicos das bacias sedimentares brasileiras (Republicação)

Os sucessivos e diferentes episódios da evolução vertical cratogênica, que amoldam as feições tectônicas do embasamento, foram correlacionados com a origem, evolução geológica, estrutura e forma das bacias sedimentares brasileiras. O estudo envolveu investigações petrológicas e geocronológicas sistemáticas das rochas do embasamento testemunhado em poços exploratórios, além das informações geofísicas disponíveis. Análises tectônicas específicas foram realizadas no embasamento adjacente às bordas das bacias. Dentro deste contexto, procurou-se identificar antigos rifts intercratônicos, as mais proeminentes suturas tectônicas com evolução policíclica e os principais contatos entre as províncias tectônicas pré-cambrianas já conhecidas. Inferiu-se a extensão destas feições por sob as bacias sedimentares e buscou-se a sua comprovação através das rochas testemunhadas do embasamento e de dados estruturais das bacias. Verificou-se que muitas das descontinuidades identificadas no embasamento têm forte influência na história deposicional das bacias sedimentares, comprovando a existência da herança tectônica. O assunto foi abordado em escala de reconhecimento, com a utilização de mapas na escala 1:1.000.000, ou menores, tendo em vista envolver uma temática complexa e multidisciplinar.


Autores: Umberto G. Cordani, Benjamim B. Brito Neves, Reinhard A. Fuck, Roberto Porto, Antonio Thomaz Filho, Francisco M. Bezerra da Cunha

Palavras-chave

Tectônica

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Estudo preliminar de integração do Pré-Cambriano com os eventos tectônicos das bacias sedimentares brasileiras (Atualização)

O trabalho “Estudo preliminar de integracao do Pre-Cambriano com os eventos tectonicos das bacias sedimentares brasileiras”, de U. G. Cordani, B. B. Brito-Neves, R. A. Fuck, R. Porto, A. Thomaz-Filho e F. M. B. da Cunha, foi publicado no Serie Ciencia Tecnica Petroleo da Petrobras em 1984, e esta sendo reeditado pelo Boletim de Geociencias da Petrobras. Naturalmente, o trabalho necessita de muitas atualizacoes, tendo em vista os progressos obtidos pelas geociencias no Brasil nos ultimos 26 anos. Nestes comentarios, estao sendo abordadas inúmeras reflexoes realizadas em curto espaco de tempo e julgadas adequadas para abranger espaco oferecido pelos editores a uma avaliacao de trabalho original. Em principio, foram consultadas e comentadas as sinteses mais recentes, assim como os artigos mais novos que foram publicados a respeito da temática em questao. Por essa razao, decidiu-se “esquecer” uma serie de referencias importantes sobre o tema, pedindo desculpas aos autores daqueles trabalhos relevantes que foram omitidos. O trabalho, realizado no comeco dos anos 80, teve como base o conhecimento da epoca a respeito da evolucao tectonica do embasamento sul-americano; o exame dos dados de subsuperficie da Petrobras nas bacias sedimentares brasileiras e o estudo dos testemunhos obtidos pela empresa em suas perfurações que atingiram o embasamento. Desde entao, muito progresso foi obtido a respeito dos conhecimentos sobre a evolucao tectonica do territorio brasileiro e importantes dados geofisicos foram levantados a respeito das bacias sedimentares. Entretanto, praticamente não houve perfuracoes mais recentes nas bacias cratonicas interiores. Alem disso, nas bacias marginais e bacias offshore, muitos dos pocos perfurados nao atingiram o embasamento. Dessa forma, nestes comentarios, procurou-se rever as interpretações fornecidas no trabalho original e verificar as novidades pertinentes que foram acrescentadas ao conhecimento geologico, nas ultimas decadas, na escala do trabalho original. Nesta apresentacao, procurou-se seguir a mesma estruturacao da sequencia dos textos do trabalho original, visando dar ao leitor uma melhor compreensão das alteracoes realizadas, tanto sobre o aspecto dos novos dados integrados, como nas interpretações formuladas com base nesses dados.


Autores: Umberto G. Cordani, Benjamim Bley de Brito Neves, Antonio Thomaz Filho

Palavras-chave

Tectônica

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Embasamento fraturado com petróleo

Usualmente, o petróleo encontra-se alojado no espaço poroso das rochas sedimentares, de onde é produzido esse precioso bem natural, altamente demandado pela sociedade contemporânea. Entretanto, sob condições particulares, os hidrocarbonetos podem acumular-se em maciços rochosos naturalmente fraturados, cujas rochas hospedeiras - não fossem as fraturas - não teriam condições de receber os volumes petrolíferos que ali se encontram. O Campo de Carmópolis, na Bacia de Sergipe-Alagoas, é um bom exemplo de ambas as situações. Descoberto em 15 de agosto de 1963, trata-se de uma volumosa acumulação petrolífera que se configura em altos e baixos estruturais e guarda hidrocarbonetos em rochas siliciclásticas aptianas da Formação Muribeca. Nas áreas do campo onde o embasamento proterozoico da faixa de dobramentos Sergipana se encontra posicionado estruturalmente acima do contato óleo-água regional da jazida - abrangendo nesta condição uma área de cerca de 80km2 - filitos e micaxistos fraturados também constituem zonas produtoras. Tais fraturas originaram-se durante os processos distensivos da ruptura do Gondwana e abertura do Oceano Atlântico Sul, no Eocretáceo. Todavia, o pleno entendimento da distribuição e da relação dessas fraturas com a produtividade dos poços ainda é um desafio a ser elucidado com o avançar do processo de exploração e produção na bacia.


Autores:

Palavras-chave

Estratigrafia

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