• English
  • Espanhol
  • Português
Submit

EM PUBLICAÇÃO

EDIÇÕES

Boletim Técnico da Petrobras

Publicação:DEZ /2007

Volume:50

Número:3

Artigos mais procurados

Artigos
Expediente, Apresentação, Editorial e Sumário

Desde o primeiro número, publicado em outubro de 1957, esta publicação tem a missão de compartilhar os conhecimentos adquiridos pelo corpo técnico da Petrobras com os empregados da empresa e com a comunidade de ciência e tecnologia. Ao longo desses anos, o boletim “mudou de roupa” algumas vezes e, por um período de oito anos (1998 a 2005), foi editado apenas em formato eletrônico, mantendo-se sempre comprometido com os princípios que nortearam sua criação. Atualmente publica artigos não somente de técnicos da companhia como está aberto para receber trabalhos de autores externos.


Autores:

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Da destilaria riograndense de petróleo aos dias atuais: 75 anos de refino no Brasil

O objetivo deste trabalho é apresentar um resumo da história do refino do Brasil desde os primeiros passos com a Destilaria Riograndense de Petróleo, que entrou em operação em 1932, até os dias atuais. Esta história pode ser dividida em quatro períodos principais: fase inicial, gestão pelo Conselho Nacional de Petróleo (CNP), monopólio Petrobras e abertura do mercado de refino. Cada período apresentou características próprias que repercutiram na configuração das refinarias. Especificações de produtos, pouco rígidas na fase inicial, vêm se tornando cada vez mais restritivas. Petróleos leves, inicialmente processados, vêm sendo substituídos por petróleos brasileiros pesados e ácidos. Estas questões, aliadas aos preços do petróleo e dos derivados, mostram como a história do refino é dinâmica e rica de aprendizados.


Autores: Juarez Barbosa Perissé, Márcio Luis Lyra Paredes, Marco Antonio Farah

Palavras-chave

refino, petróleo, história, refinaria

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Bioparafinas: produtos alternativos às parafinas de petróleo

As tendências de mercado e as questões sócio-ambientais têm impulsionado a presença de ceras vegetais no mercado mundial de parafinas. Por esta razão, este trabalho apresenta as ceras vegetais mais comercializadas atualmente, palma e soja, comparando as suas características físico-químicas e a aplicabilidade com as de parafinas provenientes do petróleo. Apresenta também uma caracterização da cera de carnaúba in natura, bioparafina produzida com exclusividade pelo Brasil para comparação com parafina de petróleo. A cera de carnaúba mostra-se como produto alternativo promissor, com boa aplicabilidade como substituto da parafina de petróleo ou em misturas com a mesma. As características das ceras de palma e soja revelam a possibilidade de aplicação nas indústrias veleira, de cosméticos e de alimentos, entre outras. O Brasil, como detentor de um grande potencial agrícola, representa uma fonte de estudos de ceras provenientes da natureza que podem ser utilizadas para atender às demandas futuras do mercado de parafinas.


Autores: Anie Daniela Medeiros Lima, Cláudia Cristina Cardoso Calvano de Oliveira, Ivone de Freitas Carvalho, Danilo do Carmo Santos Silva, Valéria Senra da Silva Cruz

Palavras-chave

parafinas, ceras vegetais, bioparafinas, soja, palma, carnaúba

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Computação científica (área de processo): histórico na Petrobras

Este trabalho tem o objetivo de resgatar parte da memória do desenvolvimento da computação científica na Petrobras, apresentando os principais eventos na área de Engenharia de Processos a partir de 1965, culminando no Simulador de Processos de Refino e Petroquímica, denominado PETROX.


Autores: Carlos Alberto Dantas Moura

Palavras-chave

engenharia de processo, desenvolvimento de software, simulador de processo, banco de dados, PETROX (programa de computador)

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Determination of isoelectric point and apparent surfasse coverage of alumina-supported molybdenum oxide by acoustophoresis

Catalysts based on molybdena supported on gamma-Al2O3, containing between 5 and 20wt% MoO3, were prepared and characterized by X-ray diffraction, nitrogen adsorption (BET method) and Acoustophoresis. This latter technique was applied to determine the Isoeletric Point (IEP) of the catalysts and their separate constituents: molybdenum and aluminum oxides. The results were compared to those previously obtained via Electrophoresis by Llambias at al. (1984). Accordingly, the IEP values of the supported catalysts were between the isoelectric points of Al2O3 and MoO3 . However, the IEP value of MoO3 measured by acoustophoresis as 0.6, was significantly lower than the figures earlier reported by those researchers. This value is closer to those cited by other references and to the predicted value estimated from IEP correlations. The apparent surface coverage (ASC) calculated from acoustophoresis data was equivalent to the one from electrophoresis, in spite of the differences in the absolute IEP values of MoO3 and corresponding supported catalysts. It is proposed that, in this case, acoustophoresis is a more adequate technique for measuring the IEP, minimizing or avoiding a probable effect of specific adsorption of cations on the surface of molybdenum oxide.


Autores: Edisson Morgado Junior, Márcio Fernandes, Dayse Lovatte Fonseca, José Luiz Zotin

Palavras-chave

acoustophoresis, isoelectric point, molybdenum oxide, alumina-supported molybdenum oxide, surface coverage, hydrotreating catalyst

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Modelo composicional de subcortes da Nafta craqueada a partir dos resultados do PIANIO

Este trabalho descreve um procedimento para o cálculo da composição de subcortes de uma nafta utilizando dados de PIANIO (determinação de Parafinas, Iso-parafinas, Aromáticos, Naftenicos, Iso-olefinas e Olefinas na gasolina) e da DS (Destilação Simulada) da nafta completa, outras propriedades como o MON (Motor Octane Number), o RON (Research Octane Number) e a densidade dos subcortes da nafta também podem ser calculados. Os cálculos se basearam num modelo da composição da gasolina, onde a concentração de cada pseudocomponente do PIANIO num corte estreito de destilação PEV (destilação ASTM D 2892) varia segundo uma curva normal em função da temperatura de ebulição. O modelo foi desenvolvido a partir de uma base de dados obtida da caracterização de uma nafta craqueada de uma das refinarias da Petrobras, fracionada por uma destilação PEV, em cortes, com ponto de ebulição variando de 5ºC em 5°C. A composição de cada corte foi depois analisada por PIANIO. O modelo de composição foi implementado numa planilha Excel que foi depois usada para calcular as propriedades dos subcortes da nafta propostos para o FCC Petroquímico que está em fase de projeto. Mesmo sem uma validação externa do modelo, espera-se que ele funcione bem para a maioria das naftas produzidas na refinaria. As diferenças de composição são tratadas pelo balanço de massa por componente do PIANIO feito pela planilha. Uma evidência da generalidade do modelo é a concordância entre as temperaturas médias de ebulição dos grupos do PIANIO e as temperaturas de ebulição dos componentes puros de cada grupo.


Autores: William Richard Gilbert, Luciana Rego Monteiro dos Santos, Leandro Correia da Silva

Palavras-chave

composição de gasolina, modelagem, cromatografia

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Implementação e certificação de um sistema integrado de gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde em atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo na Petrobras

Este artigo apresenta como um sistema de gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde certificado por terceira parte foi planejado e implementado no segmento de exploração e produção da Petrobras em ambientes tão variados como a floresta amazônica e a área marítima onde estão localizadas as plataformas de produção de petróleo, fixas e flutuantes, algumas delas entre as maiores do mundo. Denominado de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), esse sistema foi montado baseado em um grupo de normas e regulamentos internacionais, sendo um deles especialmente dedicado à gestão da segurança em atividade marítima de plataformas e navios: o ISM Code ou International Safety Maritime Code da IMO – International Maritime Organization, além de dois outros conjuntos de normas a ISO 14001 (gestão ambiental) e a norma britânica BS-8800 (gestão de segurança e saúde). A implantação efetiva do SMS foi iniciada, em 1997, por meio de um projeto-piloto na região amazônica, onde a Petrobras produzia cerca de 15.000 barris/dia de petróleo. Os primeiros resultados foram considerados como escola para os próximos passos. A implantação do SMS na última Unidade de Negócios do E&P, no Brasil, foi concluída no mês de maio de 2000 com a certificação da Unidade de Negócios da Bacia de Campos (UNBC). Merece especial atenção a estratégia adotada pela Companhia que considerou desde o início o envolvimento de todas as partes interessadas e o forte comprometimento gerencial, que foram grandes fatores para o sucesso obtido na implementação do sistema.


Autores: Luiz Molle Junior

Palavras-chave

sistema de gestão de SMS, sistema integrado de SMS, certificação de um sistema de SMS

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Utilização do sistema BR-SIPP - sistema integrado de programação de produção Petrobras na refinaria de Capuava

O BR-SIPP é uma ferramenta de suporte a decisões de programação de produção de refinarias. É dotada de integração ao Banco de Dados Corporativo de Estoque, Movimentação e Qualidade e está baseado em tecnologia de simulação por eventos para elaboração e análise de cenários de programação. Sua utilização na Refinaria de Capuava permite à equipe de programação de produção analisar e antecipar dificuldades e oportunidades, assim viabilizando uma potencial integração de gerências e pessoas diretamente envolvidas com informações de programação de produção da refinaria, como Programação e Controle da Produção, Transferência e Estocagem e Comercialização.


Autores: Marcel Joly, Marcelo Kenji Hassimotto, Marcus Vinicius de Oliveira Magalhães

Palavras-chave

programação de produção, simulação, Refinaria de Capuava

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Reprodução de partes do BTP v. 1, n. 1

A Petrobras tem feito publicar relatórios anuais e periódicos de caráter informativo, porém essas publicações fazem mera referência às atividades gerais da empresa, nos seus vários aspectos. Não havia, contudo, um instrumento apropriado que fizesse conhecidos dos meios especializados certos trabalhos de natureza técnica e de ensino.


Autores:

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... A função do coque no controle de uma unidade TCC

O processo TCC, da sigla em inglês Thermofor Catalytic Cracking, é um ancestral do moderno processo de FCC ou Fluid Catalytic Craking. Este processo, desenvolvido pela Socony Vaccum, utilizava catalisadores peletizados com diâmetros entre 2,5 e 6,0 mm, enquanto as partículas de catalisador de FCC são micro-esferoidais com diâmetro médio em torno de 75ì. Tal como no FCC, o catalisador do TCC circulava entre duas seções reacionais, de craqueamento, onde ocorriam reações endotérmicas e de regeneração do catalisador, onde a combustão do coque depositado gerava calor suficiente para alimentar a seção de craqueamento. Ao longo dos anos, o FCC foi  gradativamente substituindo o TCC, pois obtém melhor perfil de produtos, principalmente com cargas pesadas, e não apresenta maiores dificuldades para regeneração do catalisador em unidades de maior porte. Existem hoje pouquíssimas unidades no mundo. A única unidade TCC da Petrobras, localizada na Refinaria de Capuava (RECAP), foi desativada em 1999, sendo substituída com a partida da unidade de RFCC (FCC de Resíduo).


Autores: Andrea de Rezende Pinho

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
A função do coque no controle de uma unidade TCC

Em uma unidade de <cracking > catalítico, a indicação mais prática do grau de severidade operacional é representada pela temperatura dos vapores de óleo à saída da câmara de reação. Essa indicação tem, no <cracking > catalítico, função semelhante à que tem no <cracking > térmico, temperatura do óleo na saída da serpentina da secção radiante da fornalha respectiva.


Autores: Mario de Freitas Esteves

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... O xisto pirobetuminoso no Brasil (1) (atividades da estação experimental monteiro lobato)

Atualmente, a Unidade de Negócios SIX processa 7.800 ton/dia de xisto da formação Irati em dois reatores de pirólise (retortas) verticais, em processo contínuo, um com escala protótipo e outro em escala industrial, produzindo 3.800 bbl de óleo equivalente, além de GLP, GC e Enxofre. Diferentemente do processo NTU, no processo atual não há combustão interna. Na unidade industrial, a energia para o aquecimento e reação é fornecida por um forno do tipo top-fire que aquece o próprio gás produzido na retortagem. Este gás circula entre retorta, equipamentos de separação e forno, transportando calor para o leito de reação ao mesmo tempo em que retira os produtos. A área de mineração é totalmente mecanizada, incluindo escavadeiras, caminhões off-roads, britadores, empilhadeiras e transportadores de correia, e possui um setor de recuperação de áreas que devolve a topologia, fauna e flora.


Autores: Éder Presa Motta

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
O xisto pirobetuminoso no Brasil (1) (atividades da estação experimental monteiro lobato)

Os depósitos de xisto betuminoso constituem uma das maiores reservas brasileiras de combustíveis líquidos, bem como de matéria-prima para indústrias petroquímicas. Várias são as ocorrências de xisto no Brasil, tais como: Xisto de Taubaté-Tremendé, do irati, do Codó,  de Araripe, de Alagoas, de Maraú, etc. As mais importantes, tanto pelo seu volume, como pela situação geoeconômica, são as duas primeiras, isto é, a formação do Vale do Paraíba (Taubaté-Tremembé) e a formação do Irati, que vai desde o Sul de São Paulo até o extremo sul do país.


Autores: Jorge Bailly

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... Controle das unidades de “cracking” da Refinaria Presidente Bernardes

Da tecnologia de cracking térmico dos anos 50, à de Coqueamento Retardado no momento atual, a Petrobras se posiciona entre as grandes empresas projetistas e operadoras mundiais desta unidade. Houve a evolução de uma unidade adquirida no exterior, hoje desativada, para a realização de projetos básicos na Engenharia Básica (EB) do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) com tecnologia totalmente desenvolvida na Petrobras. A evolução da tecnologia do Craqueamento Térmico (CT) passa pelos testes em planta-piloto, testes em unidade protótipo na própria RPBC nos anos 90, gerando a patente – PI 9201613 de 1992, e segue na tecnologia de Coqueamento Retardado (CR). A tecnologia de CT está inserida num esquema de refino para petróleos leves e para atender o mercado de diesel. Neste contexto, a Refinaria de Manaus, para a próxima década, deverá ter uma unidade de Craqueamento Térmico Brando (CTB) no seu parque de refino. O projeto básico é realizado pelo Cenpes a partir de informações da planta-piloto e da unidade protótipo. Em paralelo a evolução da tecnologia do CT na Petrobras, a tecnologia de Coqueamento Retardado, que tem como base o CT, teve um grande desenvolvimento e, hoje, representa 14% da capacidade de refino na Petrobras. O CR é a tecnologia mais adequada aos esquemas de refino para petróleos pesados e mercados sem demanda de óleo combustível. O seu desenvolvimento deu um ganho substancial às refinarias devido às mudanças nas condições operacionais das unidades CR e alternativas de processamento de cargas de baixo valor agregado, transformando- as em produtos que atendem ao mercado, como, por exemplo, o diesel. A EB do Cenpes, através de estudos e informações da pesquisa e das plantas industriais, realizou nove projetos de engenharia básica de CR: há seis unidades em operação e outras três em fase de detalhamento, construção e montagem, além de vários artigos e patentes publicadas. A posição de destaque que a Petrobras ocupa no cenário mundial deve-se à grande integração entre a operação e a engenharia de acompanhamento nas refinarias com a pesquisa e a engenharia básica destas unidades iniciada no passado distante dos anos 50.


Autores: Francisco C. C. Barros

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Controle das unidades de “cracking” da Refinaria Presidente Bernardes

De modo a poder atender à demanda cada vez maior de gases residuais de petróleo, GLP e gasolina de alta octanagem, a Unidade de <cracking> da Refinaria Pesidente Bernardes passou a operar com uma severidade cada vez maior. Foi iniciado então um programa de testes que eram feitos após a introdução de novas condições de operação o que permitia um melhor controle do aumento de severidade pela determinação dos rendimentos resultantes dessas novas condições de operação. O presente artigo é uma exposição dos resultados obtidos nos testes que foram realizados no forno de reforma da Refinaria Presidente Bernardes.


Autores: Helcio Valadares Barrocas

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... Operação de desvio do Poço j-1-pr (Jacarezinho)

A leitura deste artigo, que foi elaborado há mais de 50 anos, faz com que dois aspectos saltem aos olhos: a evolução tecnológica e o desenvolvimento do mercado nacional de indústria de petróleo. O desvio de poço, que no poço J-1-PR demorou 30 dias, já é possível ser feita em seis dias, que foi o tempo de execução da abertura de janela no revestimento 9.5/8" para o desvio do poço partilhado do primeiro poço multilateral no campo de Pampo, em julho de 2005. Há 50 anos, fazia-se necessário a vinda de especialistas dos EUA para a realização de algumas operações consideradas mais complexas como essa. Na Petrobras, essa questão foi abordada por meio da criação da Universidade Petrobras, que tem formado os especialistas em Engenharia de Petróleo nos últimos 50 anos. Segundo a Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/especia /2003/petrobras50anos/fj0310200323.shtml), em 1954, época em que ocorreu a pescaria e o desvio do poço citado no artigo original, a produção diária da Petrobras era de 2.663 barris, equivalente a 1,7% do consumo nacional. Já em 2003, ano de cinqüentenário da Petrobras, a produção diária foi de 1,59 milhão de barris, equivalente a 88,1% do consumo nacional. Em outras palavras, enquanto o consumo nacional cresceu 116 vezes nesse período, a produção nacional de petróleo cresceu 597 vezes. Além disso, há 50 anos não havia mercado fornecedor de serviços aqui no Brasil. Todos os recursos precisavam ser importados dos EUA. Atualmente, os principais fornecedores internacionais de serviço especializado mantêm bases espalhadas pelo Brasil. Em nota à imprensa de 2 de maio de 2003, a Petrobras anunciou o investimento de US$22,4 bilhões em cinco anos na área de Exploração e Produção, sendo US$18 bilhões no Brasil. Ou seja, o mercado nacional da indústria de petróleo passou de praticamente inexistente há 50 anos, para um patamar de aproximadamente US$4,5 bilhões por ano. E mais, com as recentes descobertas nas camadas do Pré-Sal na Bacia de Santos, que nos empurram a novos desafios tecnológicos e, potencialmente, a patamares de produção ainda mais elevados, como será a realidade nacional daqui a 50 anos?


Autores: Kazuo Miura

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Operação de desvio do Poço j-1-pr

A perfuração de um poço, qualquer que seja sua finalidade, apresenta-se sempre como uma incógnita, mormente quando a operação é conduzida em área não conhecida, como no caso dos poços pioneiros. Frequentes acidentes podem ocorrer, tais como perda de circulação, prisão da ferramenta, pescarias, etc, e que se podem apresentar, as vezes, como problemas de fácil solução; tornando-se, em outras, extremamente difíceis, conduzem até, quando a persistência de solução se torna demorada e dispendiosa, ao abandono do poço.


Autores: Zacharias Bauer

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... Variáveis operacionais e capacidade da coluna de fracionamento

O artigo faz uma adequada análise teórica das variáveis de uma coluna de destilação convencional, como é a desbutanizadora de nafta. O eminente professor chama a atenção que o refluxo de topo, embora seja uma variável importante para garantir a qualidade dos produtos, não deve ser a única variável a ser observada pelos operadores, pois limita a capacidade operacional da coluna. Hoje, com a utilização do controle avançado, esta preocupação pode ser minimizada, embora, infelizmente, não sejam muitas as colunas onde ele seja aplicado.


Autores: Nilo índio do Brasil

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Variáveis operacionais e capacidade da coluna de fracionamento

A torre de fracionamento que estudaremos é do tipo de torre simples com alimentação e produtos de fundo e de topo. Embora muitos dos princípios se apliquem igualmente às torres com tomadas laterais, torres com esgotadores por arraste conjugados e torres com alimentação múltipla, estas unidades mais complexas não serão aqui analisadas. As variáveis que se apresentam no projeto de torres de fracionamento (como, por exemplo, um estabilizador) podem ser divididas em dois grupos-variáveis primárias      e  variáveis            secundárias. As variáveis       secundárias   são aquelas normalmente fixas por outras unidades e não podem ser substancialmente modificadas pelo projetista. Neste grupo estão  compreendidas as  seguintes variáveis : composição da alimentação, entalpia da alimentação, vazão da alimentação e a pressão do sistema. As variáveis primárias incluem qualquer uma das vazões internas da torre (usualmente é o refluxo, mas pode ser, também, a taxa de vaporização do refervedor), as porcentagens de recuperação de cada componente, o número de pratos de retificação e o número de pratos de esgotamento. As duas últimas variáveis podem ser substituídas pelo número total de pratos e pela localização ótima do prato de alimentação. Se, por exemplo, se tem  em vista projetar  uma torre para uma     alimentação com seis componentes, aparecem as  seguintes variáveis : a) seis porcentagens de recuperação, b) uma vazão, c) total de pratos e  d) localização ótima do prato de alimentação.


Autores: F. Campbell Williams

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... O ensaio de ponto de fluidez e sua correlação com a facilidade de escoamento de óleos combustíveis residuais

O artigo em referência foi publicado em uma época que se iniciava o processamento de petróleos nas refinarias de petróleo nacionais. A diferença de característica química (base naftênica, parafínica ou aromática) entre o produto nacional e o importado era nítida. No que tange ao ponto de fluidez dos óleos combustíveis, menor temperatura em que o produto é capaz de escoar sob condições específicas de teste, essas características apresentam efeitos marcantes que podem dificultar o seu escoamento quando submetidos a baixas temperaturas. Também são apresentados testes realizados para determinar a influência do pré-aquecimento no ponto de fluidez, especialmente importante quando o produto é predominantemente parafínico, visto que as estruturas parafínicas em forma de malha formadas por condições de baixa temperatura podem se romper com o aquecimento e alterar o valor desta propriedade. O autor ainda avalia a representatividade do ensaio comparando com um teste que apenas sugere resultado do tipo “passa ou falha” a uma temperatura pré-fixada de 0°C o que nem sempre é o desejado. Desde a publicação do artigo modificações foram realizadas no método para melhorar sua execução e melhor determinar a reprodutibilidade do método. No entanto, trata-se de uma contribuição importante para o estudo do ensaio do ponto de fluidez.


Autores: Antonio Fernandez Prada Junior

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
O ensaio de ponto de fluidez e sua correlação com a facilidade de escoamento de óleos combustíveis residuais

Com o início do processamento de petróleo nas refinarias nacionais, surgiram nos mercados nacionais alguns produtos de petróleo, com características que não estávamos habituados a encontrar nos similares importados. Essas diferenças são devidas principalmente aos petróleos brutos manipulados e à conjuntura do mercado que as refinarias devem abastecer. Muitas vezes a má interpretação de uma característica diferente, que em si tem pouca influência sobre a qualidade geral do produto, ou que é, então, compensada por outras características, tem erroneamente levado a considerar o produto nacional como inferior em qualidade ao até então importado. Um dos pontos de maior  controvérsia até agora surgido é o que diz respeito ao ensa.io de ponto de fluidez nos óleos combustíveis residuais.


Autores: Eduardo Oemarchi Oifini

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... Parafinas, suas propriedades e aplicações (produção na Refinaria de Mataripe)

Passados 50 anos da publicação do artigo Parafinas, suas propriedades e aplicações – Produção na Refinaria de Mataripe”, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), mais conhecida em 1957 como “Refinaria de Mataripe”, ampliou e diversificou a sua produção de parafinas. Nesse período, a sua capacidade de produção cresceu de 1.500 ton/mês, para aproximadamente 7.000 ton/mês, conseqüência da ampliação do parque industrial que hoje conta com unidades de destilação, desasfaltação, desoleificação, hidrotratamento e uma entabletadora. O Petróleo Baiano, matéria-prima utilizada, confere às parafinas teores elevados de moléculas normais parafínicas, composição homogênea e baixíssimos teores de compostos aromáticos, características de um produto de excelente qualidade. A RLAM produz parafinas macrocristalinas (faixa de fusão 60 a 65°C), sendo a única Refinaria brasileira produtora da parafina microcristalina (faixa de fusão de 77 a 87°C). Pela qualidade dos seus produtos, exporta regularmente para o mercado europeu e americano parafinas destinadas à indústria alimentícia, farmacêutica e de cosméticos. No mercado interno, as parafinas atendem além da tradicional indústria de velas, mercados mais específicos como de embalagens, papéis, ceras, agricultura, elétrica e pneus. Chocolates, batons, medicamentos, lápis de cera, dentre outros, levam na sua composição parafina de grau alimentício. Além da RLAM, a Refinaria Duque de Caxias (REDUC) produz parafinas macrocristalinas. São as duas únicas refinarias brasileiras produtoras de parafinas, sendo a RLAM responsável por 75% da produção total. A Petrobras é reconhecida internacionalmente pela qualidade das suas parafinas, tendo especial destaque a qualidade da parafina microcristalina RLAM, que apresenta elevada Cor Saybolt (+20) e aprovação no Teste FDA (Food and Drug Administration), que classifica as parafinas para fins alimentícios. Em 1957, quando o engenheiro Antônio Luís Pereira escreveu para o Boletim Técnico n°1 o artigo sobre produção das parafinas na Refinaria de Mataripe, provavelmente não imaginava que, em 50 anos, essa Refinaria teria o seu processamento de petróleo aumentado de 6.700 barril/dia para 283.000 barril/dia, e que as parafinas baianas continuariam sendo destaque na Petrobras.


Autores: Rita de Cássia Simões de Freitas de Jesus

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Parafinas, suas propriedades e aplicações (produção na Refinaria de Mataripe)

A produção de parafina em Mataripe poderá ser dirigida para um de dois casos, de acordo com as oscilações do mercado consumidor : CASO I - Produção de 55 toneladas de parafina de três tipos diferentes assim discriminadas : que obedecerão às especificações da tabela acima. CASO II - Produção  de aproximadamente 45 toneladas por dia de «Microcrystalline Wax:o  em vez da produção dos 3 tipos de «Paraffin Wax:o do CASO I.


Autores: Antônio Luís M. Canavarro Pereira

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... Um resultado da interpretação de perfis SP

O trabalho se distingue pela fundamentação em dados para preconizar que a teoria vigente sobre a origem do fenômeno do potencial espontâneo (SP) era insatisfatória. Também sugere, com igual acerto, a direção em que novas investigações deveriam ser conduzidas, a fim de se identificar os verdadeiros fatores que gerariam o fenômeno. Preconiza o autor que a “força eletromotriz” da relação de Wyllie - (SP = K log (Rm/Rw)) - não seria a única responsável pela geração do SP. A concentração de íons cloreto em torno dos minerais de argila deveria ser o fator adicional na geração do fenômeno, e que esta hipótese deveria orientar uma nova linha de investigação. O entendimento atual sobre a origem do potencial espontâneo, como decorrente de duas forças eletroquímicas em série que se formam na coluna de lama, uma delas originada pela concentração dos íons cloreto – propiciada pelo caráter de membrana catiônica dos folhelhos (não permeável a anions como o Cl-) -, confirma as assertivas do autor a partir de um trabalho de notável rigor metodológico.


Autores: João de Deus Santos Nascimento

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Um resultado da interpretação de perfis SP

Desde 1949, dirigiu-se a atenção, neste Laboratório, para a interpretação de perfis SP. A finalidade do trabalho era obter resistividades da água inata para uso na interpretação quantitativa das curvas de resistividade. A teoria de Wyllie foi tomada como hipótese fundamental para o trabalho, uma vez que forneceria fundamento teórico correto para suportar os resultados. Para se formar uma ideia da precisão do método, decidiu-se fazer uma série de interpretações em poços que produzissem somente água e comparar os resultados calculados com as resistividades obtidas de análises químicas de amostras de águas. Dispunha-se de diversas análises de águas e  perfis elétricos de poços nos arenitos Sergi, em diversos campos do Recôncavo Baiano. Os arenitos Sergi são o mais alto membro da Formação Brotas, presumivelmente do Cretáceo Inferior, e foram depositados em toda a bacia. Constituem um corpo homogêneo e podem ser correlacionados em distâncias de dezenas de milhas com apenas modificações mínimas de litologia. A parte superior do Sergi, conhecida por Zona  C,  é um arenito de granulação fina a média,  semi-consolidado a friável, com argila finamente disseminada, espessura de 15 a 30 pés, porosidade e permeabilidade boas.


Autores: João de Deus Santos Nascimento

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... Estudo de um problema de perda de carga (Refinaria Presidente Bernardes)

O artigo de Roberto Gomes da Costa é um ótimo exemplo de utilização de conhecimentos simples de Escoamento de Fluidos, aliados às suposições simplificadoras baseadas em bom senso, na solução de problemas cotidianos da Engenharia de Processos. O autor utiliza recursos elementares de Matemática e Engenharia, aliados à experimentação para elucidar um problema de escoamento no qual a capacidade de uma tubulação diminuiu com o passar do tempo. Embora o autor intuísse a causa da redução, convinha deduzir, através de modelos fenomenológicos, a relação de causa e efeito produzidos pela corrosão da tubulação, evidenciada por ocasião da abertura da mesma.  Um belo exemplo de método científico: definição do problema, proposição de uma hipótese, estabelecimento de uma teoria e comprovação experimental da teoria. Nos tempos interessantes em que vivemos, nos quais frequentemente deparamos com jovens profissionais da Engenharia vítimas da síndrome de aversão ao cálculo, é bom rever velhas práticas e tempos nos quais os Engenheiros não receavam pôr as mãos na régua de cálculo. As novas gerações poderão perceber que é possível fazer Engenharia com bom senso, paciência e amor à profissão. O artigo não ficou obsoleto, antes pelo contrário, poderia servir de exemplo em manuais práticos de Escoamento de Fluidos. O Engenheiro, antes de tudo, deve ter a capacidade de realizar estimativas e previsões, tais como determinar o número de grãos de arroz presentes em 1 kg do mesmo ou a quantidade de carne a ser adquirida para realizar um churrasco para 30 pessoas. Este é o foco dado à disciplina de Escoamento de Fluidos, presente no currículo do Curso de Engenharia de Processamento da Petrobras, curso de formação oferecido pela UP aos novos Engenheiros de Processamento da Companhia. Nela procura-se aliar o conhecimento teórico com bom senso.


Autores: Oscar Rotava

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Estudo de um problema de perda de carga (Refinaria Presidente Bernardes)

O presente artigo tem por finalidade mostrar como foi solucionado um problema de escoamento de fluidos, encontrado em uma linha de transferência de nafta da unidade de destilação direta para a unidade de reformação térmica da Refinaria Presidente Bernardes. Do estudo teórico deste problema chegou-se a uma conclusão que poderia ser refutada se apresentada sem bases, mas que, no entanto, teve sua confirmação verificada posteriormente. Fatos desta natureza evidenciam a necessidade de, para cada problema, se tentar delinear solução baseada em conceitos teóricos e confrontá-la, posteriormente, com os fatos observados na prática, para possíveis correções.


Autores: Roberto Gomes do Costa

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
50 anos depois... Recrutamento e seleção de candidatos aos cursos do CENAP (setembro de 1956 a janeiro de 1957)

Ao longo desses 50 anos muita coisa mudou na Petrobras: a produção cresceu exponencialmente; a Companhia tornou-se um gigante nacional e internacionalmente; o País alcançou a auto-suficiência em petróleo, fato que dependeu quase que exclusivamente da Petrobras; atingimos nível de excelência em pesquisa e prospecção, o que nos torna referência mundial etc. Outras permanecem quase que na exata medida como foram iniciadas: a forma e a seriedade como são selecionados os profissionais; a preocupação com o desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional dos empregados; o expressivo investimento na capacitação dos técnicos; e, não se pode deixar de registrar, a parte mais importante dessa relação empresa/empregado: o respeito mútuo. Certamente, a preocupação com seus profissionais é o fator principal dentre aqueles que fazem com que a Petrobras atinja seus objetivos. Agora, os números são outros: apenas no ano de 2007 ingressaram na Companhia 62 Engenheiros de Petróleo (Engenheiros de Produção e Perfuração), 79 Geólogos e 120 Engenheiros de Processamento. Nova dimensão, novos quantitativos. Mas, não se pode deixar de registrar que foram aqueles pioneiros que estabeleceram os pilares sobre os quais hoje a Companhia está assentada. Não temos dúvidas de que daqui a 50 anos outros estarão aqui registrando comentários similares a esses. Face toda essa constatação, a perenidade da Petrobras é inquestionável.


Autores: Valfredo Alves de Gois

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin
Recrutamento e seleção de candidatos aos cursos do CENAP (setembro de 1956 a janeiro de 1957)

1. Fixação das  diretrizes básicas  do programa : Em julho de 1956, o Conselho de Administração aprovou, em principio, as diretrizes básicas de um programa de aperfeiçoamento do pessoal técnico. Nessas diretrizes, distribuíam-se as atividades de aperfeiçoamento em 5 grupos que tratariam de planos específicos. Grupo 1 - Pessoal Técnico de Nivel Superior ; Grupo 2 - Pessoal  Técnico de Nível Médio ; Grupo S - Pessoal de Administração Geral ; Grupo 4 - Pessoal Marítimo ; Grupo 5 - Levantamento das necessidades de  mão-de-obra qualificada. De acordo com o levantamento nas Unidades de Operação da Empresa, foi estimado que a maior necessidade no momento de pessoal técnico seria no campo da Geologia, da Engenharia de Produção e Perfuração e da Engenharia de Refinação.


Autores:

Palavras-chave

Compartilhe

  • Share to Google Plus
  • Share to Twitter
  • Share to Linkedin