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Boletim de Geociências da Petrobras

Publicação:DEZ /2014

Volume:22

Número:2

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Expediente, Apresentação, Editorial e Sumário

Os sete trabalhos que compõem este volu­me especial sobre a Bacia do Parnaíba abordam diversos aspectos relacionados à sua gênese, es­tratigrafia, tectônica e magmatismo. A diversidade de tópicos abordados revela a ampla gama de es­tudos e trabalhos realizados por pesquisadores de várias instituições brasileiras, reforçando o grande potencial para novas contribuições por parte das universidades e companhias que desenvolvem pes­quisas científicas e exploratórias na bacia.


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Proveniência sedimentar dos arenitos da Bacia do Parnaíba (NE do Brasil)

Este artigo tem por objetivo reconhecer a proveniência dos arenitos paleozoicos-triássicos da Bacia do Parnaíba (NE do Brasil), através da aplicação de técnicas convencionais em sedimentologia e geocronologia. O estudo petrográfico e análise da assembleia de minerais pesados mostram que os arenitos fluviais e deltaicos foram afetados por processos de dissolução intraestratal e paleopedogênese, assim dificultando o reconhecimento de indicadores característicos de proveniência. Os resistatos mais comuns são zircão, turmalina e rutilo, com presença limitada de estaurolita, cianita, silimanita, epidoto e granada. Essa paragênese, integrada à avaliação de paleocorrentes e à identificação petrográfica de clastos xistosos, aponta a contribuição de rochas metassedimentares como fonte de detritos para o preenchimento da bacia. A similaridade observada entre os espectros de idades de zircão detrítico de todas as unidades estudadas é indicativa da recorrência de fontes paleo- e neoproterozoicas. O Paleoproterozoico é dominante nos crátons que circunscrevem a Bacia do Parnaíba, bem como no embasamento das províncias neoproterozoicas, não se configurando, nesse caso, uma população decisiva para diferenciar fontes particulares. O Neoproterozoico caracteriza-se por duas populações principais: idades estenianas–tonianas e ediacaranas.


Autores: Maria Helena Bezerra Maia de Hollanda, Ana Maria Góes, Daniela Batista da Silva, Francisco de Assis Negri

Palavras-chave

Bacia do Parnaíba, proveniência sedimentar, geocronologia u-pb, minerais pesados

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Estratigrafia de sequências do contato formacional Longá/Poti (Carbonífero Inferior) em testemunhos de sondagem da Bacia do Parnaíba

O estudo objetiva a análise estratigráfica de alta resolução de um intervalo que envolve o contato estratigráfico entre as formações Longá e Poti (Carbonífero Inferior) com base em 181m de testemunhos de sondagem descritos nos poços 1-UN-04-PI e 1-UN-24-PI (Leite et al., 1975), na parte oriental da Bacia do Parnaíba. Visando testar modelos estratigráficos de detalhe em um intervalo de pouco conhecimento estratigráfico dessa natureza, este trabalho baseia-se na construção de um modelo de fácies, a fim de subsidiar modelos geológicos numa Bacia ainda considerada de fronteira exploratória. Os resultados identificaram 13 fácies sedimentares, que se agrupam em nove sucessões de fácies que permitiram o reconhecimento dos sistemas deposicionais principais: glaciomarinho e marinho raso/fluviodeltaico dominado por ondas. Foram caracterizadas superfícies de regressão forçada (discordantes) de várias naturezas e ordens, que permitiram a caracterização de duas sequências de terceira ordem, limitadas por uma superfície de erosão subaérea que se sugere ser o limite formacional envolvido. Internamente inserem-se outras de maior ordem (quarta/quinta ordem?). Identificaram-se ainda superfícies transgressivas, de inundação marinha e inundação máxima.


Autores: Gustavo Lobato, Leonardo Borghi

Palavras-chave

Bacia do Parnaíba, estratigrafia de sequências, glaciação tournaisiana, Formação Longá, Formação Poti

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Análise estrutural da Sequência Permiano-Jurássico da Bacia do Parnaíba – região de Araguaína (TO): geometria, cinemática e evolução da deformação

A Bacia do Parnaíba, no Norte/Nordeste do Brasil, é uma bacia intracratônica com forma aproximadamente elíptica, e cuja borda oeste apresenta particularidades expressas em feições estruturais e controles estratigráficos e litológicos. Esta bacia apresenta cinco sequências deposicionais: as sequências siluriana, mesodevoniana-eocarbonífera, neocarbonífera-eotriássica, jurássica e cretácea. O Grupo Balsas contém as formações Piauí, Pedra de Fogo, Motuca e Sambaíba, constituindo a sequência neocarbonífera-eotriássica, e a sequência jurássica é representada pela Formação Pastos Bons, uma unidade depositada em ambiente fluviolacustre sobre basaltos da Formação Mosquito. Este trabalho é uma proposta de evolução da deformação a partir do Permiano, no contexto da borda oeste desta bacia, por meio do estudo da geometria e cinemáticas de estruturas tectônicas, aplicando o modelo Riedel e critérios estabelecidos por Mohr-Coulomb. Os trabalhos de campo foram realizados entre os municípios de Araguaína (TO) e Carolina (MA), e os resultados obtidos por meio de análise estratigráfica e estrutural, com o auxílio de imagens de sensores remotos e dados aerogeofísicos potenciais. São propostas quatro fases de deformação distintas.


Autores: André Luis Spisila, Fernando Mancini, Eduardo Salamuni, Leonardo Fadel Cury, Marco Antonio Thoaldo Romeiro

Palavras-chave

deformação rúptil, paleotensão, análise de bacias

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Diques e soleiras na Bacia do Parnaíba: geometria e padrões de alojamento

A Bacia do Parnaíba, semelhantemente a todas as bacias paleozoicas brasileiras, apresenta corpos ígneos intrusivos em sua seção sedimentar, na forma de diques e, principalmente, soleiras. A geometria e o mecanismo de intrusão são importantes na identificação de trapas capazes de armazenar gás e/ou óleo. Uma variedade de modelos disponíveis na literatura sugere relação complexa entre o magma e a rocha hospedeira. Vários fatores (densidade e pressão de injeção do magma, geração de vapor, campo de tensões regional e local, reologia da rocha hospedeira, etc.) trabalham juntos controlando o alojamento, a expansão e a geometria final dos corpos ígneos intrusivos na coluna sedimentar. Estes corpos ígneos apresentam assinatura conspícua em perfil elétrico. O perfil de Raios Gama (GR) é o mais utilizado para identificação de soleiras, caracterizadas por um aumento na curva de GR em seu terço superior; esta feição é chamada informalmente na Petrobras de “barriguda”. Muitas soleiras ocorrem paralelas ao acamamento, geralmente intrudindo espessos pacotes de folhelhos e ao longo do contato das formações Longá-Poti, Pimenteiras-Cabeças e Tianguá-Jaicós.


Autores: Ivo Trosdtorf Junior, João Marinho de Morais Neto, Saulo Ferreira Santos, Carlos Vieira Portela Filho

Palavras-chave

Bacia do Parnaíba, diques e soleiras, mecanismo de intrusão, magmatismo

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Estratigrafia química aplicada à Formação Codó nos furos de sondagem UN-24-PI e UN-37-PI (Aptiano/Albiano da Bacia do Parnaíba)

O registro sedimentar do Cretáceo brasileiro reflete um período evolutivo de extrema importância no contexto da evolução geotectônica da plataforma sul-americana. A Formação Codó (Aptiano/Albiano da Bacia do Parnaíba) registra espessos pacotes de folhelhos, além de outras fácies evaporíticas, carbonáticas e siliciclásticas. Tais folhelhos foram analisados com a utilização de dados geoquímicos (carbono orgânico total, pirólise Rock-Eval e biomarcadores) e isótopos estáveis de carbono da matéria orgânica, visando contribuir para a caracterização do ambiente deposicional dessa unidade, bem como ajudar no entendimento da evolução paleogeográfica do Cretáceo brasileiro. A presença de indicadores geoquímicos marinhos, associados às evidências de hipersalinidade, bem como o arranjo faciológico levaram à interpretação de um modelo de golfo como possível sítio deposicional dessa unidade, denominado informalmente no trabalho como Golfo Codó.


Autores: Lucas Pinto Heckert Bastos, Egberto Pereira, Danielle da Costa Cavalcante, René Rodrigues

Palavras-chave

Bacia do Parnaíba, Aptiano, estratigrafia química, Formação Codó

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Caracterização faciológica e paleoambiental de estromatólitos da Formação Codó (aptiano da Bacia do Parnaíba): uma nova abordagem metodológica

Este trabalho apresenta uma abordagem faciológica acerca dos microbialitos da Formação Codó, Bacia do Parnaíba, permitindo uma discussão paleoambiental do sistema lacustre hipersalino, sugerido pela literatura. Propõe-se para este estudo uma definição para fácies estromatolíticas como uma massa de sedimento ou de rocha sedimentar caracterizada e distinguida das demais pelo morfotipo, estrutura e microtextura microbiais. A essa definição podem ainda ser adicionados outros atributos, como litologia (mineralogia), cor, fósseis associados e trama (organização espacial). Foram descritas, nas escalas macro- e microscópicas, quatro fácies estromatolíticas, compostas mineralogicamente por calcita. A partir dessas fácies foi possível interpretar distintamente, além dos parâmetros ambientais, como salinidade, energia, estabilidade do substrato e lâmina d’água, a sismicidade como um importante mecanismo condicionante para a configuração das fácies estromatolíticas.


Autores: Ana Paula Pires Coura, Leonardo Borghi

Palavras-chave

microbial, estromatólitos, Formação Codó

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Ocorrência de microbialitos na Formação Codó, Bacia do Parnaíba, Brasil

A Formação Codó, localizada na Bacia do Parnaíba, Nordeste do Brasil, apresenta uma sequência estratigráfica de carbonatos microbiais única, bem preservada, depositada em um ambiente lacustre associado à ruptura e à separação dos continentes sul-americano e africano. O sistema de deposição de microbialitos está associado a ambientes de baixa energia, subaquáticos, hipersalinos, ocasionalmente expostos a condições meteóricas e/ou capilares. Com base em análises macroscópicas e microscópicas, quatro microbiofácies foram descritas – estromatólito, laminado, esferulito e carbonato maciço –, que estão relacionadas às mudanças na paleoprofundidade do lago. Paleotemperaturas obtidas pela análise de grupos de isótopos (clumped isotopes) indicam média de 37,5°C como temperatura de precipitação dos carbonatos. Os valores de δ18O do carbonato (-6,8ppm a -1,5ppm VPDB) implicam precipitação a partir de água com valores calculados de δ18O entre -1,6ppm e 1,8ppm VSMOW, refletindo possível precipitação a partir de águas meteóricas modificadas, enquanto os valores de δ13C em carbonato (-15,5ppm para -7,2ppm VPDB) indicam uma entrada significativa de carbono derivado de respiração aeróbia ou anaeróbia da matéria orgânica, sugerindo precipitação em um corpo de água semifechado ou isolado.


Autores: Anelize Manuela Bahniuk Rumbelsperger, Sylvia Maria Couto dos Anjos, Almério Barros França, Nilo Siguehiko Matsuda, Judith Ann Mckenzie, Crisogono Vasconcelos

Palavras-chave

microbialitos, Formação Codó, Cretáceo

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Crateras meteoríticas na Bacia do Parnaiba

Impactos meteoríticos constituem o fenômeno geológico mais comum no universo. Nas últimas déca­das, diversos estudos sobre crateras meteoríticas têm sido realizados também no Brasil, onde há vários regis­tros dessas estruturas, principalmente sobre as bacias sedimentares terrestres. Na Bacia do Parnaíba, as es­truturas Serra da Cangalha, Riachão e Santa Marta são confirmadas como originadas por impacto. A cratera de Serra da Cangalha, situada no estado de Tocantins, é do tipo complexa, com 12km de diâmetro; apresenta espe­taculares feições geomorfológicas, com núcleo central soerguido de 3km de diâmetro. A cratera de Riachão situa-se na porção sul do estado do Maranhão, distante 40km da Serra da Cangalha; possui pequeno diâmetro de 4,5km e encontra-se profundamente erodida, o que dificulta a identificação de feições macroscópicas de choque.


Autores: Claudemir Severiano de Vasconcelos

Palavras-chave

crateras meteoríticas

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